sexta-feira, 27 de novembro de 2009

As 40 virgens

Ora há certos indivíduos que, em virtude da sua religião, crêem na perspectiva de serem esperados no "céu" por 40 virgens (ou 72, conforme a opinião) após certos e determinados actos "heróicos"! Não colocando em causa as suas crenças ou querendo ferir qualquer susceptibilidade, só me apraz dizer: sim sim...é isso e couves. Será que no "céu" não haverá mais nada para além de 40 virgens? e já agora, não podiam ser mais umas poucas? eheh

Isso não interessa de todo, mas a verdade é que esses "amigos" continuam na esperança de que isso possa acontecer, assim como, legitimamente, cada um tem as suas crenças e esperanças relativamente ao "divino".

Ora assim como andam uns poucos á espera de 40 virgens, andam outros tantos á espera de "outro tipo de virgens", passo a explicar:

Num tópico do Fórum Enfermagem, em que se fala sobre a Revisão da Carreira, um Enfermeiro refere, sobre uma reunião com os sindicatos:

"Eu fui a uma reunião, e sinceramente... parece-me pura demagogia.
A ideia até pode estar correcta, mas as acções estão longe de atingir os objectivos... A criação do enfermeiro principal (segundo a ideologia que o SEP preconiza) vai agravar ainda mais as diferenças entre enfermeiros com o mesmo tempo de serviço e habilitações. A justificação de que quando todos forem especialistas, vão pressionar o governo a passar todos para enfermeiros principais, não convence absolutamente nada. Há 5 anos que andamos a "tentar" negociar a carreira de licenciado e nem sequer há fim à vista."

Ora bem, A SER VERDADE, tal crença de "forçar o Governo a passar todos os especialistas a enfermeiros principais" é ainda melhor que a das 40 virgens!!!
O que me interroga é, como é possível que os sindicatos acreditem sequer que vão conseguir forçar o Governo a passar todos a principais quando, neste momento,nem sequer os conseguimos convencer a atribuírem-nos a justa remuneração, de acordo com o nosso grau de licenciados?. Há ainda outra questão caricata: Então e depois quando formos todos principais, quem é que trabalha? Quem é que manda em nós? Serão os médicos outra vez? Vamos todos ser chefes sim...de nós mesmos!

Meus amigos, não vamos todos ser principais, porque tem de haver sempre quem operacionalize e quem planeie. É uma pena, mas a vida é assim. E quem disse isto, tem mesmo de deixar a seringa das farturas! :)

As acções sindicais têm de ser pensadas e planeadas, assim como as declarações aos colegas, se queremos adesão às causas! Por isso, deixemo-nos de grandiosidades e saibamos ser humildes e planear esta mudança como seres lógicos e realistas!!!

E aí sim, quando chegar a nossa hora, talvez lá esteja uma ou duas virgens á nossa espera, que não precisam de ser mais, pois como na intervenção sindical, se é demais não damos conta do recado! ;)

Aquele abraço

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