quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Saúde e sucessos em 2011: o meu desejo para todos!




Mais um ano que passou... Marcado por um início fortíssimo, embora tardio, representou a capacidade que os Enfermeiros têm de se unir em momentos difíceis! Ninguém ficou indiferente... O Governo tremeu, mas levou a melhor! Nem que tenha servido para mais nada, a greve do início do ano serviu para mostrar que quando nos chateamos, é porque estamos a falar a sério!

Mas não vamos falar "a sério" tão cedo, até porque a situação (seja ela como a "pintam" na comunicação social ou não)não o permitirá. E a verdade é que, em tempos de crise, aproveitam-se aqueles que detêm mais riqueza, de forma a que maior exploração gera ainda maior riqueza....

Os atropelos à classe sucedem-se:
- a formação em barda, incontrolável, ao serviço de alguns interesses, representa uma despesa de milhões, uma vez que os novos licenciados, tão necessários ao serviço de saúde, não são contratados conforme as devidas necessidades;
- a negação por parte do poder político de realidades há muito denunciadas: relatórios nacionais e internacionais, de organismos de relevo, alertam para ESCASSEZ DE ENFERMEIROS e para as DESIGUALDADES NA DISTRIBUIÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS; o alerta para a necessidade de uma política de promoção da saúde e prevenção da doença e de proximidade dos cuidados de saúde(na qual os enfermeiros assumem o papel central), cujas fórmulas de sucesso de outros países (nomeadamente os nórdicos) continuam a ser ignoradas com veemência, em prol de uma aplicação cega e sem resultados em cuidados curativos, de elevada tecnologia e altamente dispendiosos; a falta de controlo sobre a actividade médica e a promiscuidade entre o serviço público e privado, que custam a todos os Portugueses milhões de euros dos seus impostos;
- os hospitais e clínicas privadas, que mantêm os regimes de trabalho gratuito "à experiência" nos primeiros meses ou com pagamentos humilhantes para os enfermeiros de 3,4 e 5€ por hora e na qual se observa pouca actividade (ou pouca divulgação da mesma) para resolver estes problemas por quem de direito;
- a actividade ilícita realizada nos lares de idosos de todo o país, não por falsos enfermeiros (ao menos esses reconhecem que estão a prestar cuidados para os quais não estão habilitados) mas por todo o tipo de gerontólogos e auxiliares de lar, muitas vezes com a formação básica e descontextualizada que geram casos graves de acidente e morte, a maioria dos quais, naturalmente, nunca vem a público; e sobre esta actividade pouco ou nada está a ser feito;
- a vacinação em algumas farmácias que, face a reacções anafiláticas colocam os utentes à porta esperando pelo INEM, para não causar má imagem ao estabelecimento (relatado no DE);
- o advento da formação para técnicos auxiliares de saúde, que ou muito me engano nos remeterá, em pequeno número, para simples funções de gestão dos serviços de saúde, enquanto que tais técnicos irão, por força de uma implementação errada e subvertida da legislação agora aprovada por parte do governo, prestar o que hoje se conhecem como cuidados de enfermagem;
- a actividade nos hospitais públicos, de grande renome, em que enfermeiros vão, num qualquer dia, substituir outro colega a um serviço no qual nunca trabalharam e do qual desconhecem todo o modo de funcionamento, pessoal, instalações e situação dos doentes, comprometendo gravemente a segurança e a qualidade dos cuidados (e não me venham dizer que o enfermeiro deve ser capaz de prestar cuidados de enfermagem em qualquer contexto, uma vez que quem trabalhou 10 anos numa gastroenterologia não percebe patavina de hematologia)- SIM, ISTO ESTÁ A ACONTECER COM O AVAL E A ORDEM DAS DIRECÇÕES, QUE SÃO POSTERIORMENTE PREMIADAS COM PRÉMIOS DE GESTÃO POR POUPANÇA DE RECURSOS;
- o aparente silêncio de sindicatos, um dos quais, após dois tiros no pé (negociação dos privados e assinatura do acordo da carreira, mesmo não concordando) parece que morreu para a vida, e outros dois dos quais fazem muitas ameaças " e que não pode ser" mas não se vê mais nada;
- a estranha pro-actividade recente da OE, sobre assuntos sobre os quais nunca tinha vindo a falar, perto da campanha para eleições (será que acordaram finalmente para a vida ou ...?);
- o silêncio que novamente se instalou na comunicação social relativamente à enfermagem, sendo que voltámos a estar "mortos e desaparecidos" para todo o País;
- a inactividade, ignorância e incapacidade de todos os colegas de demonstrar, em boa parte das vezes, o valor da Enfermagem para os cuidados de saúde do País.


E há maneira de resolver isto tudo???
Eu acredito plenamente que SIM! Acções concertadas entre OE e sindicatos, de pressão sobre o poder Político e sobre a Comunicação Social, e o foco de TODOS OS ENFERMEIROS na divulgação a todos os níveis do valor dos cuidados de Enfermagem e dos resultados destes (Visíveis) para a saúde dos Portugueses, de modo consistente, permitirão, a médio prazo, que os utentes privilegiem cuidados de Enfermagem e exerçam pressão no poder político para que sejam dadas mais condições a esta classe, que tanto merece, mas que, por via das condicionantes sócio-culturais, terá de continuar a fazer por merecer, sem esmorecer!

Apesar do panorama negro que aqui traço, ACREDITO em todos, mas todos mesmo, para que possamos levar a nossa causa a "bom porto"!



Votos de boas entradas em 2011, saúde e sucessos é o que desejo a todos!
:)

aquele abraço

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os Enfermeiros e as Clínicas



Em Portugal, as Clínicas que prestam cuidados de saúde, mais propriamente cuidados médicos e dependências, têm uma óptima relação com os enfermeiros. Salvo as devidas excepções, trabalhar como Enfermeira numa clínica deve ser uma experiência alucinante, daquelas que deviam ser incluídos nos vouchers de experiências, tão na moda, na secção "aventura/perigo extreme". Em primeiro lugar, se já nos pagam pouco no público, na privada ainda melhor.

Toda a gente sabe, é dito à boca cheia, escrito inclusivamente, que também está na moda contratar enfermeiros por 2€, 3€, 5€ à hora e até gratuitamente, por determinado período de tempo. O trabalhar gratuitamente é uma experiência fundamental para as clínicas, que necessitam de saber se a enfermeira/o reúne as condições necessárias para lá trabalhar futuramente. Pena é que nesse tempo, os enfermeiros não avaliem se devem trabalhar naquela clínica ou não.

Depois, e todos sabemos, seja o primeiro, segundo ou qual o nr do emprego, sabemos que os enfermeiros têm contas para pagar, filhos para sustentar, casa a dever ao banco e afins. Sabe-se também que o múltiplo emprego, em Enfermagem, é comum para restabelecer (que piada) a justa remuneração que o enfermeiro deve receber... E ainda há quem diga, à conta destas brincadeiras, "...que os enfermeiros ganham muito bem". Pois senhoras, se eu trabalhar o dobro, se calhar recebo mais qualquer coisa.

Também se sabe que há quem viva acima das possibilidades, e quer logo pagar uma casa com recheio e um carro "jeitosinho", sendo que para isso se sujeita ao que "houver". Finalmente, não nos esqueçamos que para muitos, esta será talvez a experiência que lhes confere currículo para dar o salto para um emprego mais estável!

No meio de tudo isto, as clínicas sorriem, à medida que impõem tabelas salariais ridículas aos enfermeiros. Quanto àqueles que têm um estágio profissional, recebem aquele X, mas já se sabe que alguma desculpa será inventada para evitar de o contratar por um preço mais alto...

Há sindicatos que assinam propostas ridículas, de preços "de ocasião", alegando que é melhor ganhar o preço negociado que não ter nada negociado... e ao mesmo tempo (em que pedem 900€ no privado) deram mais um contributo mortífero para a nova carreira pública (em que, com muita razão, a sra ministra se interrogou porque ganham os enfermeiros 900€ no privado e porque hão-de ganhar 1500€ no público...)

No meio disto tudo, muita revolta interna, muito prurido e vozes isoladas, mas ninguém empenhado em terminar com esta pouca-vergonha, até porque agora é tempo de crise...

ORA AQUILO QUE ME IRRITA, É QUE, NO INTERIOR DE UMA CLÍNICA, SEJA EM QUE PISO FOR (e independentemente do trabalho mais ou menos meritório dos outros profissionais), A VERDADE É QUE SÃO OS ENFERMEIROS QUE, TODOS OS DIAS, FAZEM COM QUE O TRABALHO CORRA, QUE HAJA MATERIAL DISPONÍVEL, QUE VIGIAM OS DOENTES, QUE DETECTAM COMPLICAÇÕES E QUE OS SALVAM, VEZES SEM CONTA, DE SITUAÇÕES QUE NEM SEQUER DEVERIAM EXISTIR.e é exactamente aos enfermeiros que se prentende cortar custos, reduzindo pessoal, não pagando horas extras, contratando pessoas à borla...

Que anda a autoridade reguladora da saúde a fazer? Será que já não estão fartos de saber disto?


Por isso mesmo, Sr Utente que lê este blogue:

- Da próxima vez que for a uma clínica e em que lhe prometerem ser operado mais depressa, pergunte sempre:

Qual a dotação de enfermeiros daquele local (quantos doentes tem cada enfermeiro por turno);
Qual é a equipa que o vai operar;
Como vai ser acompanhada após a operação;
Quem, no meio de todo esse processo, é o seu enfermeiro de referência.


Porque se perceber que, em alguns casos, cada enfermeiro tem 14 doentes por turno, saberá concerteza que ele não tem possibilidade de trabalhar correctamente, e isto inclui detectar atempadamente que você está a a ter (a título de exemplo) uma hemorragia interna após a sua intervenção cirúrgica, ALGO TÃO SIMPLES, MAS QUE DITA A DIFERENÇA ENTRE A SUA VIDA OU MORTE!


QUER SABER QUE ESTÁ SEGURO, QUER SABER QUE LHE PRESTAM OS MELHORES CUIDADOS DE SAÚDE POSSÍVEIS?

SAIBA SEMPRE QUEM É O SEU ENFERMEIRO, E MAIS IMPORTANTE, PERGUNTE SEMPRE QUANTOS DOENTES TEM CADA ENFERMEIRO POR TURNO!

SE FOREM MAIS DE CINCO, O RISCO DE SOFRER COMPLICAÇÕES AUMENTA GRANDEMENTE!

aquele abraço

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A cabeça a prémio, o "não é porque eu não gosto" e vai "depressa" imigrante!

Verdade seja dita que o tempo não tem sido muito, mas a evolução da conjuntura actual e os recentes acontecimentos trazem-me, acima de todo o trabalho por fazer, a comentar três assuntos. E comentam-se porque... bem, porque de facto isto vai de mal a pior e, por temer o sofrimento, o desenvolvimento tenebroso e o sub-aproveitamento dos colegas, os aconselhe "a fazer pela vida".




1º tema: A CABEÇA A PRÉMIO

Continua a ser difícil ser enfermeiro onde quer que seja e, mais que tudo, custa ser bom profissional! É certo que todos erramos, que há bons e maus profissionais em todas as profissões e em todos os locais, mas o que NÃO ESTÁ CERTO, é que, no confronto entre um enfermeiro (que todos sabem ser profissional, respeitador, trabalhador, capacitado)e um médico (que todos sabem que já fez "porcaria" por diversas vezes, e que inclusivamente já colocou a vida de doentes em risco), seja o enfermeiro a ter de ser "reposicionado", de modo a que não se firam susceptibilidades ao sr. dr, ou ainda para evitar que este encontre um modo de "encravar" o colega. E sim, isto ainda acontece nos dias de hoje e, nos próximos tempos, não prevejo que mude. São estes os sinais de quem continua a mandar, quase sempre de modo "ditatorial" nos hospitais, em que os erros graves são escondidos e as pessoas erradas afastadas, em vez de mudarem os que estão mal.

E claro, não acaba por aqui, o que nos leva ao segundo tema "não é porque eu não gosto"



Peço agora o esforço criativo de imaginarem uma padaria-pastelaria, que, como o nome indica (e em boa parte dos casos) tem na sua equipa pelo menos um padeiro e um pasteleiro. Ora, ainda que o dono da padaria-pastelaria seja o padeiro, acreditamos que este não pode dizer ao pasteleiro como fazer o seu trabalho (pelo menos na sua grande maioria)! Isto porque um deles percebe de fazer pão e o outro percebe de fazer bolos. Ora pão e bolos são até parecidos e confesso que até gosto mais dos bolos, mas são e continuarão a ser duas coisas diferentes.

Agora imaginem que o pasteleiro decide, de forma a melhorar a qualidade do seu trabalho, implementar determinadas alterações ao seu modo de trabalhar, que pouco implicam na dinâmica do estabelecimento. Coloca-se a questão: Poderá o Padeiro, que não percebe nada de bolos, manifestar-se contra ou impedir a mudança positiva do seu colega, ainda que o faça simplesmente porque "não gosta ou não se revê na mudança"?

(É claro que não se revê, nem é pra rever, que aquilo pouco tem que ver com ele)

E se essa mudança se referir a dois grupos "aparentemente" similares na saúde que, à semelhança do pão e do bolo, afinal não têm assim tanto que ver, poderá um dos grupos que nem sequer manda (ou nem sequer devia mandar), decidir impedir que o outro grupo melhore e se desenvolva? Não devia, mas pode, e já fez. E agora? Agora não vale a pena pensar em mais nada, pois quem dera a muitas pessoas que não haja mais complicações com essa temática naquele determinado local de trabalho.

E sabem o que eu acho? É medo, muito medo de verem os outros que são competentes a ganhar reconhecimento e a desenvolver óptimo trabalho, alterando-se assim a esfera do poder e da decisão. Mais uma vez o resultado fica M 1 : E 0 ...



Quantos de nós se recordam, com alguma melancolia (ou não) da música daquele grande artista que é o Graciano Saga: vem devagar emigrante...



Para a Enfermagem, a cantiga deve ser outra: "vai depressa imigrante" deve ser o novo hit single para todos aqueles que estão em condições para imigrar... Um apelo à imigração pode parecer reflexo do descrédito na enfermagem em Portugal... Não, é mesmo o descrédito pelas políticas de saúde e pelo modo como está organizada a formação e o mercado de trabalho neste País. Assim faço um apelo:

" ... jovem (lol), se és recém-licenciado e tens até 50 anos (valerá imigrar depois disso? ...), até gostas de ser enfermeiro e sabes, bem no fundo, que em Portugal ninguém te liga nenhuma, investe em ti ou te vê como uma mais-valia, e queres ser o Enfermeiro que sempre sonhaste, inovador, dinâmico, formado, capaz de aceitar desafios e melhorar continuamente, que sabe que a Enfermagem tem futuro como profissão e como desenvolvimento pessoal... então SAI DESTE PAÍS O QUANTO ANTES.


Enquanto em Portugal continuar

... a dinâmica ridícula do sr dr (quase única no mundo!), que rouba milhares de € a todos nós na sua "jiga-joga" entre públicos e privados, nas empresas de trabalhos temporários, nas reformas que voltam atrás e outras tantas, sr dr que continua a achar-se dono e senhor de todo o hospital, sr dr que continua a rebaixar as outras profissões somente para manter o seu poder.

... a dinâmica do sr enf., que está-se pouco borrifando e para além de fazer o seu trabalho no público quer voltar logo para o duplo ou triplo na privada a ganhar a feijões, enquanto não se preocupar em transmitir publicamente o que é a enfermagem, enquanto não se preocupar em produzir indicadores que espelhem os cuidados de enfermagem que mudem as dinâmicas de poder e financiamento, enquanto sindicatos e ordem, cheios daqueles que nos seus locais de trabalhos impõem dinâmicas que subjugam todos os seus colegas (contrárias aquelas que defendem em espaços públicos), enquanto as nomeações das chefias de topo forem nomeações e não concurso, enquanto não nos unirmos e ultrapassarmos o mesquinhismo de uns poucos € e as ameaças que fazemos na nossa cabeça...

ENTÃO NÃO VAMOS MESMO A LADO NENHUM!

aquele abraço

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pedido de desculpas




Aos leitores pela ausência de posts no blogue, em virtude do tempo bastante ocupado.

Como dizia o nosso amigo Octávio Machado, tem sido "trabalho, trabalho, trabalho"! Para a semana tentarei dar novidades!

Aquele abraço!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quem não sabe é como quem não vê ...




Ora aqui está uma daquelas coisas de que nem sempre nos apercebemos... Numa tomada de posição que data de 2006, a Ordem dos Enfermeiros assumiu uma determinada posição face à Investigação em Enfermagem.

Apesar de desconhecer a prática corrente, está patente no documento que a OE apoia:


- A promoção de estudos sobre a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem como a Terminologia de Referência para os SIE;
- A divulgação de estudos de investigação de reconhecido valor científico;
- A replicação de estudos de investigação e a validação científica de instrumentos de pesquisa;


Nesse mesmo documento "enuncia quatro eixos prioritários de investigação:

1. Adequação dos cuidados de Enfermagem gerais e especializados às necessidades do
cidadão;
2. Educação para a Saúde na aprendizagem de capacidades;
3. Estratégias inovadoras de gestão / liderança;
4. Formação em Enfermagem no desenvolvimento de competências.


Ora, dependendo do apoio, será que a grande quantidade de Enfermeiros que se encontram no desemprego, enquanto aguardam por uma oportunidade no mercado de trabalho e aproveitando os conhecimentos de investigação "frescos", NÃO PODEM COMEÇAR A DESENVOLVER PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO, com esse mesmo apoio e utilizar o seu tempo numa actividade fundamental para a profissão, em vez de decidirem trabalhar em clínicas de borla ou por 3€ à hora? Ou juntarem-se a unidades de investigação já existentes nas instituições de ensino?

Fica aqui o link para o documento:

http://www.ordemenfermeiros.pt/tomadasposicao/Documents/TomadaPosicao_26Abr2006.pdf

Vale a pena pensar nisto! :)

aquele abraço

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Como anda o (des)sindicalismo ...




Quase todos os dias me tenho deparado com colegas que, à conversa, exprimem a sua angústia pelo futuro (ou ausência deste) da enfermagem. E a conversa vai sempre dar ao mesmo, isto é, o papel dos sindicatos e da Ordem. Ora se na segunda para já não há nada a fazer, uma vez que temos de pagar as quotas e isto se queremos estar a trabalhar legalmente (apesar de se saber que foi uma escolha da OE que se pagassem quotas, já que uma associação na qual todos os membros têm de estar inscritos não há necessidade de quotização obrigatória; pelo contrário nos sindicatos, em que a adesão é opcional, já têm de se pagar), na primeira já não se passa o mesmo e o sindicalismo, dos dias em que se perguntava "que tenho de fazer para me sindicalizar" passou para "que tenho de fazer para me DESsindicalizar".

É triste, triste porque a conversa acaba sempre assim, é triste porque são cada vez mais os que o dizem. Mas será que eles não têm razão? Primeiro perguntamos: Que tem o sindicato feito por nós?

- Aprovou uma carreira, alegadamente discutida por todos (os que quiseram claro), cuja aplicação prática deixa muito a desejar (ora digam-me como evoluem para principais os enfermeiros que serão especialistas, se não abrem vagas para especialistas, mas ao mesmo tempo existe a exigência de 5 anos a trabalhar como especialista para se subir para principal), digam-me quem vão ser os chefes e supervisores do amanhã, se todas essas são carreiras que se esgotarão assim que estes últimos forem para a reforma. Quem vai chefiar são os principais? Então onde está essa carreira???

- Disseram alguns que "só por cima do nosso cadáver" e a minha pergunta é só esta: se a situação está como está, porque é que ainda não os mataram?? Só pra poderem passar por cima...

- Tentam, sem sucesso, no meio de uma gravíssima crise, que se façam ouvir junto do Governo.

- Não têm o apoio da maioria dos Enfermeiros e Enfermeiras deste País, que nem sequer sabem o que está a ser negociado;

- São quase sempre os mesmos a mandar, e quem manda é quem aprova as ideias de intervenção e as avalia, e como são sempre os mesmos a avaliar, acaba-se sempre por aceitar as mesmas ideias;

Depois pergunto, O QUE TEM FEITO CADA UM DE NÓS? Pouco, ou mesmo nada. Esperamos o dia que, de braços abertos, o governo sorria e nos dê um forte abraço e tudo o que "merecemos". Naturalmente, quem pouco faz, tem o dever de ficar calado e pouco merece reclamar.

Por outro lado, vendo a inactividade atroz de sindicatos que não promovem a imagem dos enfermeiros, não defendem situações nas quais os Enfermeiros, por mais legalmente que estejam a ser explorados ou ridicularizados, podem ser defendidos nem que se faça recurso de meios mais imaginativos, se a única coisa que mandam nos e-mails são concursos (e já não é mau, vá...), então eu digo: O QUE É QUE TENHO DE FAZER PARA ME DESSINDICALIZAR?

MOSTREM O QUE VALEM, QUE NÃO SE REGEM POR INTERESSES PARTICULARES, E AÍ PODE SER QUE GANHEM O APOIO DE TODOS. Porque 15€ por mês são 180€ no final do ano, e a poupança e o combate ao desperdício estão na ordem do dia.

Aquele abraço

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cercados e amordaçados




Tomei hoje conhecimento de factos gravíssimos, que ocorrem num hospital da região centro e que comprometem o trabalho realizado pelos Enfermeiros e a qualidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes e que, em última instância, remetem os Enfermeiros para um registo de trabalho que se efectuava há 30 anos atrás.

Pior que tudo isso, estes factos são do conhecimento de diversas organizações de Enfermagem, sendo que algumas se têm empenhado em combater a sua existência, e outras, conhecendo-as (nem que informalmente), repousam preocupante e indiferentemente ao olhar para o assunto.

Ainda mais grave, sejam as próprias "vítimas" (também do medo)ou as diversas organizações, conhecendo a situação, não a querem trazer a público.

Também não sou eu que o vou fazer, posso apenas dizer-vos que se trata das mais baixas, reles, odiosas repressões e obrigações que uns Enfermeiros fazem passar outros, a troco da crise, a troco da ganância, a troco do poder desmedido e ignorante.

Hoje não posso acreditar no que ouço. Tremo, só de pensar que posso, ou aqueles que conheço, podem passar pela mesma situação.

Uma coisa é certa: é URGENTE mudar toda, mas toda, mas toda a face, a orgânica, AS PESSOAS que fazem parte das direcções do que quer que se relacione com a Enfermagem.

A quem se identificar com esta mensagem peço encarecidamente: denunciem, denunciem, denunciem, anonimamente, à comunicação social, todos estes podres. Estamos a ser literalmente "comidos", por dentro e por fora!

aquele abraço, de coragem!

sábado, 18 de setembro de 2010

Coisas da rádio




À pouco encontrava-me a ouvir rádio, mais propriamente a Antena 3 e, no seguimento da conversa, surgiu-me, qual revelação, o seguinte pensamento:

apesar da nossa GRANDE responsabilidade em toda esta situação

A enfermagem encontra-se Hoje no patamar em que todos vemos, em parte:

porque somos neste momento vistos como as mulheres dos anos 50! Eu explico: Nos anos 50, as mulheres eram vistas como o pilar da família, aquelas que cuidavam e estavam sempre em casa, que não tinham quaisquer estudos e não tinham direito a opinião. Quando algumas destas começaram a estudar, a formar-se e a ter opiniões correctas, mas contraditórias à dos homens que detinham o poder nesses tempos, foram vistas como uma AMEAÇA, E UM ALVO A ABATER....

FELIZMENTE, sobra a consolação de que esses tempos passaram e que agora as mulheres têm direitos semelhantes (na maioria das vezes) e que dão cartas na sociedade!

ESPEREMOS QUE O MESMO SE PASSE CONNOSCO, não de um modo mágico, mas que TRABALHEMOS PARA TAL!


aquele abraço

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

The sweetest smile




Ás vezes é fácil esquecermo-nos de sorrir. Tão fácil... E ainda mais agora que, do ponto de vista profissional, continuamos ao sabor da corrente (ou do governo) e a única coisa que sabemos é que vão continuar as injustiças, as chatices, as arrelias com outros profissionais, as tentativas de luta (em vão?) ...




Tudo isto nos tem levado a perder o sorriso, perder a cortesia, a atenção e a disponibilidade ... E não é que não se mantenha a relação com os utentes, a atenção e o devido respeito, mas gera-se inevitavelmente um clima de tristeza.




É por isso que faço o apelo, por mais que as coisas não corram como deviam, não nos esqueçamos de sorrir! De dar o nosso sorriso aos outros, pois é muitas vezes a única coisa que podemos dar. Que transformemos as tristezas em sorrisos, na certeza que vamos lutar pelo que nos é justo e, quando chegar a hora de "pedir" algo mais, não nos arrependamos do que deixámos de fazer. Vamos sorrir, porque quando sorrimos o dia corre melhor, a mim, a ti e ao outro. Vamos sorrir, porque quando virmos o sorriso do outro o nosso coração vai encher-se de calor e o que é bom dentro de nós irá sobressair.



Como dizia o outro: "vale a pena pensar nisto!" ehehhe Votos de um dia CHEIO de sorrisos!





ps: e já agora, sei que não faz muito o estilo do blogue, mas ninguém me mandou isto por mail! Acho que estamos mesmo a precisar! ehehe
aquele abraço

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Petição




Agora é que ficamos muito revoltados. Ai tão revoltados que estamos ... E é tanto, que agora até vamos fazer uma petição para evitar que o Presidente da República promulgue o diploma aprovado ontem... Está-se mesmo a ver onde é que isto vai dar não está???

Eu sei eu sei, a luta já devia ter sido antes, agora estamos em "crise", não há dinheiro, etc etc etc...

Sim, a verdade é que fomos totós, como nenhuns outros. Quando foi para lutar a sério, até lutámos, mas o acordar foi tarde demais. Não me canso de o dizer, temos de melhorar a nossa imagem social, e isso depende de todos! Só depois será reconhecido pelo povo, políticos e demais actores da saúde a nossa importância. Isso e depois de se "malhar" um conjunto de senhores que (des)mandam na enfermagem em Portugal.

Uma última palavra à Sra. Bastonária: diz ela que " não foi reconhecido na plenitude o valor sócio-económico dos cuidados de Enfermagem, que se repercutem inevitavelmente naquilo que é o reconhecimento remuneratório da Enfermagem" ...

Pois minha Sra, em vez de andar desde 2005 a bater palminhas por haver mais licenciados, quando já TODA A GENTE SABIA QUE O MERCADO IA SATURAR, tivesse tido TINO E JUÍZO e não andasse agora com m...das de demagogias e falsas indignações, por uma situação que foi, em boa parte, a Sra. a Responsável! Tivessem tido "mão" na altura correcta e tivessem olhado mais para a defesa do prestígio e da dignidade da profissão que para o vosso umbigo (fora o que já sabe sabe, corresponde igualmente a 1500 seminários de ética e deontologia).

Para encher chouriços, mais vale ficar em casa!

Fica o endereço da petição, porque, parecendo que não, ficar parado é sempre pior.

http://www.PetitionOnline.com/po2010/petition.html


aquele abraço!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Já Foste!



Se eu alguma vez, nos dias que correm, encontrasse a enfermagem personificada num só indivíduo, só lhe poderia dizer uma coisa: olha...já foste!

E isto porque no dia de hoje se deu a publicação, e por isso o assumir e estabelecer publicamente que os enfermeiros continuam a ser o limite inferior da cadeia hospitalar ou da cadeia alimentar da saúde!

Foi publicado o decreto-lei no qual estão previstos os níveis remuneratórios e as regras de transição para a nova carreira. Trabalhas há 10 anos e vais transitar para a nova carreira: o que é que ganhas? Nada! Ficas inclusivamente atrás de quem entrar agora! Opá tão bom!

Para quem quiser ficar minimamente nauseado é favor consultar

http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/aprovado+decreto+lei+que+adapta+carreira+dos+enfermeiros+as+actuais+exigencias+academicas.htm

http://www.netmadeira.com/noticias/sociedade/2010/8/26/aprovado-decreto-lei-que-adapta-carreira-especial-enfermagem

http://aeiou.expresso.pt/enfermeiros-aprovado-decreto-lei-que-adapta-carreira-as-atuais-exigencias-academicas=f600806

o meu coração está negro. e o vosso? Não posso deixar de registar a pena que eu tenho dos individuos que se chamam sindicalistas e que pararam de lutar só porque tinham medo que o Governo "encerrasse as negociações". E sempre encerrou, por isso não teria valido a pena lutar por algo melhor? Naaa, já fomos, já está escrito, aprovado, e lá vão mais 20 anos para mudar isto, pelo menos se continuarmos assim.

aquele abraço

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vá lá vá lá ...




Ora chega uma notícia em 2ª mão de última hora, diz que o MS vai rectificar a portaria brevemente.

A notícia pode ser consultada em http://doutorenfermeiro.blogspot.com/2010/08/portaria-n-8012010-rectificada.html!

A ver vamos, como diz o cego...

aquele abraço

Agora é que a casa vai abaixo ...



Foi com consternação, incompreensão, revolta, frustração, raiva, angústia e tudo o que é negativo que hoje de manhã me deparo com a notícia colocada nos blogues da "especialidade", que dão conta da aprovação da portaria que define "os requisitos mínimos para o funcionamento dos centros de enfermagem".

E, no fundo, a consternação parte da profunda palhaçada que se vive neste País, nomeadamente no campo da saúde, de cuja gestão eficaz depende todo o povo Português!

Mas quando aprovam um documento que diz que Ao pessoal de enfermagem dos centros de enfermagem é vedado fazer tratamentos sem prescrição médica, ressalvando-se os casos com fundamentação de urgência, é porque realmente algo de muito estranho e muito errado se passa na Saúde ...! Sim, quando se abdica do saber e competência de profissionais, numa tentativa de "voltar atrás no tempo" e ressuscitar os criados, em vez de lhes dar o que precisam para por tudo a mexer, então isto está mesmo tudo virado ao contrário....



Estou verdadeiramente irritado, só espero e peço a todos uma reacção em conformidade... Espera-se a cartada da OE e das restantes associações de Enfermagem...

aquele abraço

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PNS 2011-2016





Tem-se vindo a discutir o novo Plano Nacional de Saúde: quais as problemáticas, as estratégias de abordagem, as áreas de actuação fundamentais, quais os recursos passíveis de ser utilizados na abordagem ás problemáticas existentes....

E é neste âmbito que, desde o dia 16 de agosto e até meados de setembro está aberta a discussão pública sobre as áreas especializadas, na qual podemos consultar os artigos elaborados por especialistas e dar o nosso contributo sobre o que é necessário melhorar/aprimorar. E esta discussão vai desde a saúde mental a cuidados de saúde hospitalares, comunitários, continuados, entre muitas outras!


Apesar de constituir um enunciado de políticas e medidas estratégicas,não será dificil imaginar quantas referências se fazem à enfermagem... são um tanto ao quanto escassas! ainda assim, fica a oportunidade de todos os enfermeiros darem a sua opinião, em massa, sobre o que pensam ser o seu contributo para este PNS e sobre o que pensam da análise já redigida! Ninguém se poderá queixar se não for ouvida a voz dos enfermeiros!!! Por isso mesmo, fica o desafio:

- se quer falar e sabe o que quer dizer, pegue no conhecimento e numa pitada de imaginação, visite o site, leia e dê o seu contributo;
- se não se sente tão à vontade e não tem um tio escritor, DIVULGUE A TODOS AQUELES QUE POSSAM CONTRIBUIR!


Esta é também, uma forma de luta e afirmação da nossa condição perante a sociedade! Vamos desperdiça-la?

http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/pns-2011-2016/discussao-publica/

aquele abraço

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O peso da informática ...





Todos sabemos quão difícil é a mudança, quanto a segurança do marasmo e da pasmaçeira é tão importante para nós, e o esforço que fazemos para sabotar aquelas que parecem as "novas ameaças"!

"No meu tempo não era assim", dizem alguns, sem saber que a mudança é sobretudo positiva. E assim o é, quando, na maioria das vezes, se decide informatizar os serviços de saúde.

À parte das desgraças de programas informáticos (mal) comprados nessas instituições fora, que são sempre feitos à medida de alguns grupos, resultando em disfuncionalidade para outros, a verdade é que a informática torna (mesmo) tudo mais fácil!

E quando numa dessas instituições se quis mudar, nomeadamente programas de prescrição/administração de terapêutica, muitos foram os "velhos do restelo".

Passada a fase da birra (em que muitos não faziam "porque não sabiam" ou porque "são muito velhos para aprender" ou ainda porque já sabem tudo, mas o tudo não inclui estas coisas) assiste-se agora ao reflexo do que são as "classes" dentro das instituições.

De 1500 prescrições dos srs chamados "drs", uma em cada 3 está "encalacrada". Mas não estão na prescrição do medicamento ou da dose. Estão sim, em pequenas particularidades, como as horas de administração (colocam uma e por baixo dizem que é noutra), o que era para ser suspenso e não foi, o que não era e foi e um sem-número de situações que tiram horas de trabalho e dias de vida "àqueles tipos e tipas" que passam o dia a deixar de fazer o seu para, invariavelmente, salvar o barco.

Mas porque? Azelhice pura? Naaa... Até um miúdo de 12 anos fazia isso em 30 min! A resposta é uma e uma só:

PREGUIÇA E COMODISMO! Alguém audita o que é prescrito, quando e como? Alguém chama a atenção do que quer que seja? Quando não existe qualquer tipo de controlo de qualidade sobre uma classe esta dá-se ao luxo de fazer o que quer e lhe apetece.

E como não pode deixar de ser feito, SÃO OS "MACACOS" DO COSTUME, controlados por tudo e todos, que acabam por fazê-lo.


Agora perguntam-me: "Se nunca ninguém me dissesse nada sobre o meu trabalho e ainda tivesse outros que servem de lembrete de telemóvel para me lembrar do que tenho de fazer ACHAM QUE EU ME IA CHATEAR???"

OF COURSE NOT

aquele abraço

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Vamos fazer amigos entre os animais ...




Ora mais uma vez surge a distinta figura, da Sra. que não sei se é colega se que é, mas que detém o título de 2 profissões numa só e que conseguiu, neste País à beira de ruir com a crise, auferir um ordenado de licenciada.

Trata-se portanto da Enfermeira Veterinária do Zoomarine, ou pelo menos é assim que é referida na peça jornalística de ontem da SIC.

Fica a pergunta: Então mas agora os médicos veterinários TAMBÉM já precisam de cicerones ??? Espero bem que não!



aquele abraço

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Silly Season





Ora pois cá estamos na Silly Season, não por ser verão, não por quase toda a gente ir de férias, mas sim porque mais uma vez na Enfermagem Portuguesa nada avança, melhora, ou evoluí para a frente!

E sim, pode-se então dizer que temos várias silly seasons ... Umas porque o Governo não quer, outras porque aos Sindicatos não lhes apetece, outras porque estão ocupados a falar da ética da batata ...

Certo é que não está fácil, e a julgar pelos próximos tempos não vai melhorar!

Estamos a aproveitar esse tempo? hum.... não me parece!

Uma nota de solidariedade para com o DE que, a ser verdadeiro o encerramento do seu blogue por algum tempo e contra a sua vontade, não deve ou pode ser silenciado, dado ser a voz atenta que muitos ouvem!

aquele abraço

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Agora é que ela disse tudo!




No outro dia, em mais uma animadora conversa sobre a profissão e o futuro da Enfermagem neste País, uma colega disse

"A ENFERMAGEM PORTUGUESA É RECONHECIDA NO ESTRANGEIRO"

Ora tal afirmação não seria de estranhar, se colocada num contexto global, que falasse da enfermagem em Portugal, nos outros Países, comparações e demais equivalências profissionais...

Mas cada vez mais e INFELIZMENTE, esta frase tende a aparecer SOZINHA!

Isto é, a Enfermagem é reconhecida no estrangeiro - PONTO -

Por cá parece que ninguém quer saber dela. Procurem procurem, vão à "caça" lá fora, que aqui já vão entrar mais 2090...

aquele abraço

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mau acordar




Toda a gente já teve um mau acordar...Há quem tenha um acordar difícil, há quem acorde tarde, há quem fique resmungão. No entanto (e salvo raras excepções), fisiologicamente, quando acordamos, existe um período inicial de adaptação dos olhos à luz, do corpo ao movimento, da cabeça ao pensamento. E espreguiçamo-nos, espreguiçamo-nos muito!

Ora há quem tenha acordado à pouco tempo... não sabemos se acordou sozinha, se alguém a acordou, ou porque é que acordou...

Certo é que, como em todos os acordares, está a acordar lentamente... e talvez chegue atrasada aos compromissos...

Mas também é certo que já não dorme, e não dormindo já só não fará o que deve se não quiser.


Fica a notícia na RTP

"Enfermeiros e advogados contestam aumento de vagas no superior

O aumento do número de vagas no ensino superior está a gerar protestos dos representantes das várias classes. Alegam que o mercado não tem capacidade para absorver mais profissionais, não se justificando o aumento de vagas. Acusam o Governo e o ministro do Ensino Superior de falta de coerência ."




aquele abraço

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Venham mais 2090 ....





"Entre os cursos que apresentam o maior número de vagas, destacam-se os cursos de Enfermagem, com 2090 vagas, Gestão, com 1896 vagas, Direito, com 1330 vagas, e Economia, com 1210 vagas."

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1616117

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ano-lectivo-de-20102011-abre-mais-vagas.rtp&article=359434&visual=3&layout=10&tm=8

http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8092&Itemid=111

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/ensino-superior-tvi24-vagas-universidade-educacao/1176934-4071.html

Há quem diga "juntar mais lenha à fogueira", a verdade é que só mesmo NESTE PAÍS! Não contentes com os 3500 desempregados, o Ensino Superior e o MCTES não surpreeende e abre mais 2090 vagas para Enfermeiros!

Fundamental, até porque esses enfermeiros vão ser todos contratados para o SNS ....


O mais engraçado é mesmo, dentro na necessidade absoluta de médicos que existe neste Santo País, mais uma vez o lobbie mostra a sua força e só abrem mais 3 vagas que em 2009! Abençoados 3 novos médicos que aí vêm!!

"Para a tão disputada Medicina, o Governo aprovou apenas mais três vagas do que em 2009. Ao todo, são 1661 lugares, dos quais apenas 1516 estão a concurso nacional. Os restantes serão para as escolas superiores militares (10) e para candidatos já com licenciatura (135).

As vagas a Medicina têm subido desde 2004, de 1185 para 1661, o que corresponde a 40 por cento de aumento. Este crescimento tem sido muito criticado pela Ordem dos Médicos (que considera que têm sido abertos lugares a mais). Contudo, as médias de entrada continuam a ser as mais altas de todo o ensino superior."


http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/ensino-superior-ha-mais-vagas-mas-nao-nos-cursos-de-medicina_1446263

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=178646


Uns mantêm o controlo do mercado e outro, perdendo-o, perdem os direitos e a dignidade profissional! Isso é que são prioridades!

aquele abraço

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais uma "lição" de educação para a saúde! (podiam ter sido enfermeiros, porque não?)



Ora aqui está outro exemplo giríssimo, daquilo que pode e deve ser educação para a saúde numa das idades mais importantes, naquela que as crianças são mais influenciadas por modelos e estímulos externos:

Trata-se do Livro Infantil Zé Pimpão: o acelera, de José Jorge Letria e André Letria, que foi posteriormente adaptado ao cinema em 2007!

Zé Pimpão é um fanfarrão que gosto de exibir carro e condução a toda a gente, incluindo a si próprio. Desconhecendo as suas limitações, julga-se é imune ao álcool… até ao dia em que sofre as consequências da sua estupidez.


A curta-metragem:




Fica a iniciativa, semelhante no objectivo, promovida pela AEOP:
www.aeop.net/fileManager/file/RegulamentoprojectoESaude.pdf


aquele abraço

quarta-feira, 23 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sim Senhor!

Ora brindo-vos neste belo dia, pós-apocalíptico para a Enfermagem Portuguesa, com mais duas inciativas, por parte da OE, que devem ser do conhecimento de todos!



Em primeiro lugar, um questionário para enfermeiros, organizado pela DECO-PROTESTE sobre cuidados de saúde em fim de vida! Se lida ou lidou com doentes em fim de vida, preencha, que está um questionário bastante interessante, rápido e fácil de preencher!



Em segundo, a qual surpreende pela positiva (apesar de não deixar de criar uma "piquena" desconfiança quanto ao verdadeiro objectivo, dada a aproximação da data das eleições), foi a aprovação de uma tomada de posição sobre medidas políticas para o reconhecimento e consolidação da profissão de enfermagem. Interessante, indispensável, é preciso é que queiram ouvir e que ouçam! Não se pode, no fundo, é dizer que não foi exigido pela OE que os políticos olhem para a Enfermagem com olhos de ver. Menos mal.


Agora, como é que tomei conhecimento de tudo isto? No site da OE, claro. Fica a questão da proactividade... seremos nós que devemos procurar a informação, o que a OE anda a fazer (quando muitas vezes criticamos a sua (in)acção), ou será que dava jeito uma bela newsletter com todas estas coisas? Será que, mesmo assim, as pessoas iriam colaborar? E porque não tentar?

Fica a sugestão!

aquele abraço

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Agradecimento



Então e porque não aproveitamos isto para uma actividade um tanto ao quanto "pedagógica"?

Porque não organizamos um "funeral da enfermagem"?? eu explico: uma cerimónia simbólica, cortejo fúnebre, com a presença da comunicação social, em que se participe de oculos escuros, com dramatização de muito choro e muita tristeza, carro fúnebre incluído. Giro giro é que, no final, vem-se a descobrir que quem está no caixão não é a enfermagem, mas sim a verdadeira saúde em Portugal na medida em que na homília final (também ela simulada) será dito, entre muitas outras coisas que, com o desinvestimento na enfermagem, o governo está a matar a saúde em portugal!

Fácil, relativamente barato e que com a participação de 100 a 200 pessoas já fazia história!

e então? bora lá?

aquele abraço

Numbers...



Notícia da Lusa de hoje: "O Estado vai gastar seis milhões de euros no próximo triénio (2011-2013) com a decisão de atribuir aos enfermeiros em início de carreira um salário de 1200 euros em vez de 1020, segundo uma estimativa hoje avançada pelo secretário de Estado da Administração Pública."

Notícia do DN de há uns dias atràs: "Este ponto é essencial em toda a discussão das carreiras, por isso, este será apenas um adiamento. Paulo Simões, do SIM, refere que neste momento "não há dinheiro para suportar estas alterações aos vencimentos por escalão. Sabemos que anualmente iriam ter um custo de cem milhões de euros", avança."

Então? espera aí... 3 + 4 são 7, saem 22, 9 fora...

ora eles são uns 15 a 20 000... e vão ganhar 100 milhões € num ano...

nós somos mais de 40 000, cerca de 58 000 inscritos na Ordem, e só ganhamos 6 milhões em 3 anos, ou seja 2 milhões € em cada ano ...



opá de certeza que se enganaram!

vou já escrever para o ministério para corrigirem este erro nos seus relatórios... fica a parecer tão mal depois! :p

aquele abraço

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ora bolas!

Fogo, fiquei mesmo chateado... não estava nada à espera que isto terminasse assim! Ora bolas! :p

Realmente, o primeiro pensamento que qualquer um de nós pode ter é



Uns dizem que foi o acordo possível, outros que nem pensar e amanhã vão falar com o ministério de tão zangados que estão, o que é certo é que, para a maioria da classe: nada, niente, zero, kaput, finito.

Fica também a sensação de:



E será que foi?? Umas quantas coroas para a gestão (e nem foram muitas), mais uns quantos lugares para principais (quando se negociar a avaliação de desempenho - e o modo de se chegar a principal - é que vamos ver), e pouco mais se conseguiu "extrair" do MS.

A verdade é que os tempos são difíceis, o momento não será o mais adequado e os "espertos do costume" já vieram dizer que aceitam congelar a negociação dos ordenados este ano, ficando apenas a discutir as restantes matérias de carreira, o resto se verá para o ano (http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1591436). E nós, será que não devíamos ter feito o mesmo? Se calhar não, porque segundo o veiculado na mesma notícia, diz Guadalupe Simões que "Estaríamos dispostos a adiar a negociação se o Ministério dissesse que as nossas reivindicações são justas e que teriam resposta mais tarde". Mas não diz e não fez.

Parece que acabou tudo por aqui, mas será que acabou mesmo? A meu ver, só restam dois caminhos, ambos difíceis.

- O da paciência, perseverança e inteligência estratégica, de divulgação geral do que somos e fazemos das mais variadas formas, para daqui a uns anos lutar a sério por isto;

- O da guerra, já que nos atacam e fazem de nós gato sapato, façamos o mesmo deles, atinjamos onde dói e custa mais: na produtividade da saúde, Blocos Operatórios e Ambulatórios em Força!!!

Agora, para os dois é preciso UNIÃO, CORAGEM, ESPÍRITO PROFISSIONAL E DE BATALHA!!!

Estamos indignados, é certo, mas... SERÁ QUE OS TEMOS?

aquele abraço

terça-feira, 8 de junho de 2010

Estudasses!




(comentário enviado para o Dr. Enfermeiro)

Acerca do cancelamento de metade da greve, como dizia o "outro": estudasses! ou então: já foste!

ora bem, o que é que nós temos?

- uma crise económica do demónio (não interessa de quem é a culpa), que serve de desculpa para tudo e mais alguma coisa!
- uma sociedade que está a braços com cortes e mais cortes e apertos, revoltada só de si!
- uma sociedade que não conhece, não se impressiona e não valoriza o trabalho dos enfermeiros (desde o "zé" até ao político de topo)!

posto isto, ACHAM QUE NOS VÃO MESMO AUMENTAR O QUE QUER QUE SEJA NESTE CLIMA DE CONTENÇÃO?

A resposta é ... NÃAAAAAO!

O que devia ter sido, à muito tempo, também já passou. devia ter sido MAS NÃO É. mea culpa

O que temos agora é um sindicato que decide cortar metade de uma greve. uma greve com mais força, mais impacto, fica reduzida a metade. o que é que vai acontecer?

NADA! Segunda-feira chegam ao ministério e estes voltam com a palavra atrás, os sindicatos apelam à greve e nós lá vamos, mas agora SÓ FAZEMOS METADE, METADE DO IMPACTO, METADE DO DANO. O DOBRO DA REVOLTA DOS UTENTES, porque não conhecendo, não vêem necessidade em aumentar os enfermeiros, especialmente quando estamos todos a cortar com despesas.

AVANÇAR, PODE SER SUICÍDIO. Quantas manifs se fazem por essa europa fora com MILHÕES e não são minimamente valorizadas? pelo contrário são alvo de chacota e comentários enganosos por parte do Governo. OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA. aqui não será diferente. conhecem o primeiro. Podemos sempre ir a luta, mas LUTA EM CONDIÇÕES, ISTO É, se o MS voltar atrás na segunda, então que suspendam esta greve e marquem outra de 15 dias, ou agora de um mês!

No mínimo, negociava-se nem que pra daqui a uns 5/8 anos, em qualquer regime económico, sob qualquer governo, a restituição imediata de todas as regalias a que temos direito. sem necessidade de novas adendas, diplomas, recursos, o que fosse. era e pronto.

ou então o pessoal acalma-se, joga pela calada, e daqui a uns anos, QUANDO FOR SIM A ALTURA DE PEDIR O QUE SE DEVE PEDIR, TEMOS ENTÃO O APOIO DA POPULAÇÃO E DE TODA A SOCIEDADE CIVIL, QUIÇÁ POLÍTICA.

UMA COISA É CERTA, seja em reivindicações, seja em construir a imagem social da enfermagem, AGORA NÃO É O MOMENTO DE FICARMOS QUIETOS. MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO.

aquele abraço

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E se nos pagassem para mostrar o que fazemos?




Ora é mesmo esta a questão que se impõe! :) e não é que fazem mesmo isso?

Sim, sim... deve ser deve... então não há dinheiro! e até estamos em crise!

pois, amigos, mas a DGS tem um programa de financiamento de projectos em saúde!

"Quarta, 26 Maio 2010 11:22

A Direcção Geral de Saúde (DGS) lançou um concurso para apresentação de candidaturas de entidades privadas sem fins lucrativos que promovam e desenvolvam acções e projectos nos domínios da promoção da saúde, tratamento e prevenção da doença, da reabilitação, da redução de danos e da reinserção. As candidaturas devem ser submetidas até ao dia 21 de Junho de 2010."

segue o link do regulamento http://www.assomate.org/Documentos/dgs_projectos.pdf !

aquele abraço

O que de melhor se faz por cá!





Após o interregno para trabalho e um curto período de férias, eis que chega às minhas mãos esta obra, já editada no ano de 2009, mas escrita por enfermeiros. E de tão simples e singela, conta um conto sobre práticas de alimentação saudável que irá certamente incentivar pais e filhos a perseguir estilos de vida "mais" saudáveis!

Tudo isto para dizer que apenas "duas cabeças" foram necessárias para que, com os seus conhecimentos, fosse criado um instrumento eficaz dirigido à população infantil e seus pais! E é mais um modo de mostrar que, quando quer, a Enfermagem é líder em educação para a saúde! :) Bastou uma pequena colaboração com a Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (www.aeop.net) e com a Associação Portuguesa de Enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários (www.apecsp.com).


Parabéns aos autores, o livro encontra-se à venda na FNAC.

aquele abraço

domingo, 23 de maio de 2010

Não votes!




No próximo dia 29 de Abril terá lugar a assembleia geral da Ordem dos Enfermeiros, cujo último ponto da ordem de trabalhos será viabilizar (ou não) a subida do valor da quota dos actuais 7,48€ para 10€!

O comum mortal questiona-se, dado o trabalho feito pela OE (ou pelo menos o "mostrado"), será que há razão para esse aumento de quotas? Porquê?


Antes de mais, já alguém recebeu uma carta em casa a explicar a necessidade deste aumento???


Tem havido mais acções de fiscalização dos locais de trabalho, públicos e privados, em prol da melhoria da qualidade das condições (materiais e de dotações, por exemplo) por forma a melhorar a qualidade?

Já houve alteração da situaçã actual, em que colegas nossos ministram formações a auxiliares de lar, cujo conteúdo abarca desde pesquisa de glicémia e insulinoterapia, a administração de medicação, realização de pensos simples, administração de alimentação por SNG e posicionamentos, entre outros, e cuja formação serve somente o interesse desses colegas e afasta dos lares enfermeiros qualificados e que representam verdadeira qualidade de cuidados e diferenças fulcrais na assistência? Ah, e sabiam que estas formações foram autorizadas a serem mnistradas nos centros de emprego (vulgo IEFP)?? Perguntem à Ordem...

E a verdade é esta, se eu acho que NEM QUOTAS DEVIA PAGAR, vou ainda pagar mais por isso? Ah não não!

De facto, sem que mo tenham explicado, e observando o trabalho desenvolvido, não concordo com esse aumento!

AGORA SE SOMOS CONTRA, VAMOS APROVEITAR ESTA BELA COISA CHAMADA DEMOCRACIA E RUMAR, EM MASSA, A LISBOA E VOTAR, POR FORMA A EVITAR MAIS ESTE ENCARGO DESNECESSÁRIO!


aquele abraço

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Bíblia!




Se há quem se pergunte como a Enfermagem veio parar às "ruas da amargura", em termos de carreira, impacto político e reconhecimento social, há também alguns (e felizmente cada vez mais) que se perguntam COMO HAVEMOS DE SAIR DESTE BURACO!???

O DR Francisco George da DGS diz que não, diz que nunca fomos tão reconhecidos como antes! http://www.forumenfermagem.org/forum/index.php?topic=6569.0 Será assim Dr Francisco?

Talvez se olhasse para os Planos Estratégicos de alguns hospitais deste país e visse que em folhas e folhas de medidas a tomar, o nome dos enfermeiros ou actividades para os mesmos não são referidos mais do que DUAS vezes, talvez entendesse que o que diz está longe da verdade!

Ainda assim, e já me tendo desviado do tema, resta-me responder aos que querem saber o que, quando e como fazer pra "renovar" a Enfermagem!

Minhas Senhoras e meus Senhores, temos que começar por duas coisas:

- A primeira, é deixar o sofá, o relax, o negativismo e o cinismo e começar a ajudar! é verdade que as coisas não estão bem, que podiam estar melhor, que assim não dá, que anda a fazer a Ordem e os Sindicatos??? É! Mas também se deve perguntar "Que fiz eu hoje pela minha profissão, por mim, pelos meus doentes??? Pensemos no que podemos e devemos fazer pela profissão e abandonemos a ideologia egocentrista de pensar no que tem a profissão feito por mim!

- A segunda, é adquirir a Bíblia! E se, não quiser ou puder, pode sempre pedi-la emprestada! E o que é a Bíblia?

Não é mais nem menos do que o Livro "Do Silêncio à Voz", publicado em 2004, sobre o porquê do não reconhecimento social dos Enfermeiros e o que fazer para inverter essa situação! É mesmo! Duas jornalistas americanas que vieram ao nosso País há já mais de seis anos e que partilham conosco a miríade de exemplos levadas a cabo pelas Enfermeiras dos Estados Unidos!


"Estar em silêncio e ser desconhecido é um problema persistente na enfermagem. Estudos sobre a presença da enfermagem nos meios informativos no início dos anos 90 e no fim da década encontraram resultados espantosamente semelhantes: a maior profissão dos cuidados de saúde ainda é, em grande medida, invisível."



Não é um livro mágico de receitas, mas povoa-nos a cabeça de ideias refrescantes QUE TODOS, EM GRUPO OU INDIVIDUALMENTE, poderemos usar! Resta perguntar, havendo uma organização reivindicativa de Enfermagem que apoiou a publicação deste livro, alguém lá dentro o deve ter lido; porque é que ainda não começaram com mais iniciativas do género das sugeridas no livro???


Um simples exemplo, constante em moldes similares no livro, foi a divulgação do Barómetro FórumEnfermagem pelos Media, o que resultou em maior visibilidade, maior sensibilização do povo português, maior capacidade de relembrar os nossos governantes....http://www.publico.pt/Sociedade/maioria-dos-enfermeiros-considera-que-ganha-pouco_1436573?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:%20PublicoRSS%20%28Publico.pt%29


LEITURA FUNDAMENTAL PARA TODOS, recomendo qual Prof. Marcelo Rebelo de Sousa!


Independentemente dos resultados da "luta", é nesta altura de "pausa, reconsideração, estagnação" e crise, que TEMOS TEMPO E PERTINÊNCIA PARA DESENVOLVER TODAS E QUAISQUER ACÇÕES CONDUCENTES AO AUMENTO DO NOSSO RECONHECIMENTO SOCIAL! PENSEM NISTO!


Difícil de encontrar, fica a dica que o encontrei numa livraria online de um hospital da capital!

Boas leituras e, como sempre, aquele abraço! ;)

Sim, sim...está bem...




Há uns tempos atrás fui jantar com uma colega de profissão. A meio do jantar, estando a falar da importância de comunicar o que fazemos (p. ex. não ter medo de dar entrevistas na televisão, já que quando uma câmara chega aos hospitais, os enfermeiros têm sempre tendência a fugir), como meio de obter maior visibilidade e reconhecimento social, vira-se ela e diz-me...

"sim, sim...está bem" com profunda descrença e desmotivação...

é por estas e por outras, que o ppl vai a algum lado, mas vai devagarinho!

aquele abraço ;)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RESULTADOS DO BARÓMETRO




Finalmente são divulgados os resultados referentes ao primeiro relatório sobre o Barómetro FórumEnfermagem!



http://www.forumenfermagem.org/newsletter/newsletter-mai2010.htm



Avaliem, comentem, reflictam!

Estes resultados, além de serem divulgados aos membros, serão entregues às instituições de Enfermagem (Ordem, Sindicatos), partidos políticos e quem de direito. Esperemos que provoque mudanças, melhorias!

Uma última palavra de apreço e agradecimento a todos aqueles que participaram e quiseram dar a sua opinião sobre a profissão! A todas elas, um muito obrigado pelo vosso contributo, demais importante!!!

aquele abraço

terça-feira, 11 de maio de 2010

Resultados Preliminares do Barómetro FórumEnfermagem



É com bastante alegria que, previamente ao dia internacional do Enfermeiro, vemos divulgada em TODA a comunicação social presente na Internet os resultados preliminares do BF! Aqui fica um link mais completo, sendo que todos os outros (TVI,Expresso, Público....) provêm da Agência Lusa!


http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=28081



Os resultados COMPLETOS serão divulgados pelo FE amanhã a todos os membros, em documento próprio!

aquele abraço!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Novamente os cães...




No outro dia um cãozito, daqueles pequenos (que às vezes até irritam) começou a ganir desalmadamente assim que viu o dono. E tal era a alegria, que o ganir se tornava mais estridente e aparentemente doloroso... Perguntaram: "então mas o cão tem tudo: água, comida, está deitado confortavelmente na casota dele, por que é que ele está assim?"

Pois é mesmo assim, às vezes quem está deitado numa cama do hospital, confortável, sem dores, com a barriga cheia, porque está tão agitado/ansioso/inquieto/rezingão/impossível/apelativo?? É porque lhe falta muitas vezes o carinho, a companhia, a informação de quem não aparece lá há uma semana...


Lembremo-nos do cão antes de o mandarmos dar uma volta ou de lhe mandarmos uma patada...

aquele abraço

sábado, 24 de abril de 2010

Agora sim...




Ouço esta música e lembra-me alguma coisa familiar! A vocês não?

"Vão sem mim que eu vou lá ter..."

Não vão lá ter, apareçam, façam e aconteçam quando devem,ok?

aquele abraço

sábado, 17 de abril de 2010

Barómetro Fórum Enfermagem post II





O Blogue Essências da Enfermagem (BEF) associou-se por este meio ao Fórum Enfermagem, na elaboração, divulgação e análise de resultados do Barómetro Fórum Enfermagem, aquele que pretende ser um instrumento regular de auscultação da Classe, do qual se espera a mudança positiva e fundamentada da Enfermagem em Portugal!

Desse modo, este Blogue pretende ser garantia de isenção, rigor e qualidade de resultados, afirmando-se como uma entidade independente, cujos associados não têm qualquer ligação com Ordem dos Enfermeiros, Sindicatos ou outras estruturas reguladoras da Profissão.

Sendo assim e assim sendo, o BEF compromete-se a tratar isoladamente os dados resultantes do preenchimento do questionário, regendo-se pelos princípios do parágrafo anterior.


Dado que este conhecimento vital da profissão não servirá senão para o bem da mesma, apela-se a TODOS OS ENFERMEIROS que preencham uma vez e com sinceridade todo o questionário! Apelo semelhante a que divulguem a TODOS OS VOSSOS CONTACTOS DE ENFERMEIROS!
Actualmente é das melhores formas de melhorar a profissão, acreditem! :)

aquele abraço

Barómetro Fórum Enfermagem



Ora aqui está mais uma óptima iniciativa de auto-conhecimento no seio da profissão, para JUNTOS E CONCERTADAMENTE fazermos face aos novos desafios que se colocam!!!!

É fácil, é grátis e só demora 5 minutos!

http://www.forumenfermagem.org/forum/index.php?topic=6412.0

Só para utilizadores registados! :)

aquele abraço

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Parabéns! Afinal, conseguimos ser teimosos!



Parece que sim, que estamos de Parabéns! 81,83% do Ministério e 91% dos Sindicatos indicam uma gigante onda de revolta, de descontentamento e sobretudo DE ACÇÃO dos enfermeiros!

Confesso que não contava com tão grande adesão desta vez, pela previsivel saturação dos profissionais! É contudo, com muito agrado que posso dizer que estava enganado!

Agora, aguardemos pela resposta! Paralelamente, o apelo aos Sindicatos e Ordem para colocarem em marcha acções de sensibilização/publicidade/ pressão, caso não exista grande avanço!Iniciativas de menor mobilização, mas de maior impacto não são dificeis de conseguir, VAMOS PUXAR PELA IMAGINAÇÃO SIM? OU ENTÃO ACEITAR SUGESTÕES QUE JÁ VOS CHEGARAM, OK?
Última questão: Agora estamos a ficar mais moderados? Já só se fala no 1200€??? Estratégia em tempos de crise?

Agora não se esqueçam os Srs Sindicalistas de negociar TRANSIÇÕES DE JEITO! Porque "a outra sra" só fala de 6000 enfermeiros, e da última vez que fui à página da Ordem havia um número "um pouquito" diferente!

aquele abraço

segunda-feira, 29 de março de 2010

Venham mais cinco ...




Dizem que anda praí mais uma greve dos Enfermeiros!
Com adesões entre os 50% (Governo) e 91% (Sindicatos)! Já se esperava, uns a dar demais (porque não acredito num nr tão grande) e outros de menos (para desvalorizar, lá está, o que é uma luta justa e uma divida infame do Estado para com os Enfermeiros Portugueses!)

Ora, eu ainda tenho as minhas dúvidas, mas neste caso, melhor fazer alguma coisa que não fazer nada! E para já o começo não está mau!

Ele são buzinões (alguns como o de Coimbra, marcados para as 11h, aquela altura em que ninguém anda de carro na rua...), que se espera que parem as cidades, eles são conferências de imprensa....

E entre esta greve e a anterior, parece que ninguém se lembrou de explicar aos Portugueses quem Somos e o que Fazemos .... Naaaa.... pra quê? Agora é fácil, basta ao Governo lançar o boato que recusámos 17% de aumento, ou referir o transtorno que sentem de estarmos a fazer greve numa altura de negociações e certamente todos os Portugueses irão compreender-nos e apoiar-nos!

Ok, eu nisto costumo ser um pouco apressado, então e a seguir??? Já alguém pensou no que vamos fazer depois desta???

Convém saber, por muito que quisesse acreditar no contrário, que esta Greve não chega.... E depois, vai ser outra igual a esta? Vamos parar nas boxes um tempito???

Hum.....


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1531528


http://www.aventar.eu/2010/03/29/greve-dos-enfermeiros-como-se-pode-perder-a-razao/comment-page-1/#comment-18391

http://aeiou.expresso.pt/enfermeiros-em-greve-ate-quinta-feira=f573553


http://www.publico.pt/Sociedade/greve-dos-enfermeiros-com-adesao-de-cerca-de-50-por-cento-segundo-ministerio-da-saude_1430038


aquele abraço

quinta-feira, 18 de março de 2010

Há quem arrisque e Não petisque!



É o mote do novo vídeo "promocional" da Enfermagem, aqui deixado em primeira mão!




aquele abraço !!

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Supergel



Terminou ontem mais uma ronda negocial com o ministério, na qual se verificaram avanços (muito) pouco significativos ... http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=415323, tendo os sindicatos agendado mais uma greve de 4 dias.

Posto isso, aqui fica a minha reflexão sobre o assunto ...

Uma nódoa cai numas calças. Toda a Dona de casa usa um qualquer detergente de lavar a roupa, mas verifica que, no final da primeira lavagem, a nódoa se mantém igual. Depois volta a lavar e verifica que saiu ligeiramente, mas nada de significativo. Então que fazer??

- Uma Dona de casa continuará a lavar as calças na máquina de lavar, vezes e vezes sem conta, porque é o único método que conhece e porque até lhe parece mais económico.

- Já outra Dona de casa, decidindo que a lavagem não é suficiente, ou muda de detergente ou adquire o Supergel (um tira-nódoas à venda no mercado) e aplica-o directamente sobre a nódoa.

Resultados?

- A 1ª Dona de casa lavará as calças até à exaustão e estas acabarão por rasgar-se;
- A 2ª Dona de casa, à 3ª lavagem, tem as calças como novas, totalmente imaculadas;

E nós ?? Quando é que vamos parar de lavar somente as calças na máquina ???

Será por isso que as empregadas de limpeza já ganham mais que nós???

aquele abraço

domingo, 7 de março de 2010

Na mesa do gestor ...


No outro dia, sonhei o que seria entrar no gabinete de um gestor hospitalar...

Perguntei-lhe em que indicadores se baseava ele para justificar ao MS a contratação de pessoal para a instituição, os gastos económicos e qual o lucro e actividades produtoras do mesmo....

Então ele deu-me dois papéis para a mão: um deles tinha 35 linhas e o outro 3 linhas.

No primeiro versava:

Médicos contratados: 200; Consultas realizadas (total) 21 547; Cirurgias realizadas: 8614; Dias de internamento: 346 789; % de reinternamentos: 24%; .... Despesa: 1,5 M€; Lucro: 535 000€ e por aí adiante... 35 linhas de números e estatísticas finais,sobre um conjunto de dados objectivos.

No segundo versava apenas:

Enfermeiros contratados: 326; Despesa em material: 636 000€; Despesa em Ordenados: 1,1 M€

E isto para dizer o que toda a gente já sabe:

- Que os enfermeiros, por mais trabalho que façam e mais qualidade que nele imprimam, têm diariamente dezenas de páginas de registos para elaborar, que se traduzem em ... QUASE NADA (excepto vá, a protecção legal e a continuidade de cuidados)

- Que os médicos têm dezenas de linhas diariamente para registar mas que, apesar de tudo, desenvolvem activdades que são objectivamente registadas e contabilizadas e que servem, no MS, para ver "que eles até fizeram qualquer coisita"

Já um registo de enfermagem, perguntem no MS se alguém o quer ler, ou se de lá se pode tirar algo que seja visto como benéfico ou ganho em saúde para os doentes... Aquilo que fazemos actualmente, por culpa do que e como registamos, traduz-se apenas em DESPESA, EM GASTO... NADA DO QUE FAZEMOS É OBJECTIVAMENTE DESCRITO E CONTABILIZADO E AS POUCAS COISAS QUE O SÃO SÃO, POR EXEMPLO, AS HORAS DE UM QUALQUER SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE DOENTES MAL ESTRUTURADO, INJUSTO E ULTRAPASSADO, que é apenas visto como "ora vamos lá ver quantos gajos é que aqui precisamos hoje para isto poder andar de pé....minimamente vá...."

Culpa nossa? Do MS??

aquele abraço