terça-feira, 8 de junho de 2010

Estudasses!




(comentário enviado para o Dr. Enfermeiro)

Acerca do cancelamento de metade da greve, como dizia o "outro": estudasses! ou então: já foste!

ora bem, o que é que nós temos?

- uma crise económica do demónio (não interessa de quem é a culpa), que serve de desculpa para tudo e mais alguma coisa!
- uma sociedade que está a braços com cortes e mais cortes e apertos, revoltada só de si!
- uma sociedade que não conhece, não se impressiona e não valoriza o trabalho dos enfermeiros (desde o "zé" até ao político de topo)!

posto isto, ACHAM QUE NOS VÃO MESMO AUMENTAR O QUE QUER QUE SEJA NESTE CLIMA DE CONTENÇÃO?

A resposta é ... NÃAAAAAO!

O que devia ter sido, à muito tempo, também já passou. devia ter sido MAS NÃO É. mea culpa

O que temos agora é um sindicato que decide cortar metade de uma greve. uma greve com mais força, mais impacto, fica reduzida a metade. o que é que vai acontecer?

NADA! Segunda-feira chegam ao ministério e estes voltam com a palavra atrás, os sindicatos apelam à greve e nós lá vamos, mas agora SÓ FAZEMOS METADE, METADE DO IMPACTO, METADE DO DANO. O DOBRO DA REVOLTA DOS UTENTES, porque não conhecendo, não vêem necessidade em aumentar os enfermeiros, especialmente quando estamos todos a cortar com despesas.

AVANÇAR, PODE SER SUICÍDIO. Quantas manifs se fazem por essa europa fora com MILHÕES e não são minimamente valorizadas? pelo contrário são alvo de chacota e comentários enganosos por parte do Governo. OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA. aqui não será diferente. conhecem o primeiro. Podemos sempre ir a luta, mas LUTA EM CONDIÇÕES, ISTO É, se o MS voltar atrás na segunda, então que suspendam esta greve e marquem outra de 15 dias, ou agora de um mês!

No mínimo, negociava-se nem que pra daqui a uns 5/8 anos, em qualquer regime económico, sob qualquer governo, a restituição imediata de todas as regalias a que temos direito. sem necessidade de novas adendas, diplomas, recursos, o que fosse. era e pronto.

ou então o pessoal acalma-se, joga pela calada, e daqui a uns anos, QUANDO FOR SIM A ALTURA DE PEDIR O QUE SE DEVE PEDIR, TEMOS ENTÃO O APOIO DA POPULAÇÃO E DE TODA A SOCIEDADE CIVIL, QUIÇÁ POLÍTICA.

UMA COISA É CERTA, seja em reivindicações, seja em construir a imagem social da enfermagem, AGORA NÃO É O MOMENTO DE FICARMOS QUIETOS. MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO.

aquele abraço

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