quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cercados e amordaçados




Tomei hoje conhecimento de factos gravíssimos, que ocorrem num hospital da região centro e que comprometem o trabalho realizado pelos Enfermeiros e a qualidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes e que, em última instância, remetem os Enfermeiros para um registo de trabalho que se efectuava há 30 anos atrás.

Pior que tudo isso, estes factos são do conhecimento de diversas organizações de Enfermagem, sendo que algumas se têm empenhado em combater a sua existência, e outras, conhecendo-as (nem que informalmente), repousam preocupante e indiferentemente ao olhar para o assunto.

Ainda mais grave, sejam as próprias "vítimas" (também do medo)ou as diversas organizações, conhecendo a situação, não a querem trazer a público.

Também não sou eu que o vou fazer, posso apenas dizer-vos que se trata das mais baixas, reles, odiosas repressões e obrigações que uns Enfermeiros fazem passar outros, a troco da crise, a troco da ganância, a troco do poder desmedido e ignorante.

Hoje não posso acreditar no que ouço. Tremo, só de pensar que posso, ou aqueles que conheço, podem passar pela mesma situação.

Uma coisa é certa: é URGENTE mudar toda, mas toda, mas toda a face, a orgânica, AS PESSOAS que fazem parte das direcções do que quer que se relacione com a Enfermagem.

A quem se identificar com esta mensagem peço encarecidamente: denunciem, denunciem, denunciem, anonimamente, à comunicação social, todos estes podres. Estamos a ser literalmente "comidos", por dentro e por fora!

aquele abraço, de coragem!

sábado, 18 de setembro de 2010

Coisas da rádio




À pouco encontrava-me a ouvir rádio, mais propriamente a Antena 3 e, no seguimento da conversa, surgiu-me, qual revelação, o seguinte pensamento:

apesar da nossa GRANDE responsabilidade em toda esta situação

A enfermagem encontra-se Hoje no patamar em que todos vemos, em parte:

porque somos neste momento vistos como as mulheres dos anos 50! Eu explico: Nos anos 50, as mulheres eram vistas como o pilar da família, aquelas que cuidavam e estavam sempre em casa, que não tinham quaisquer estudos e não tinham direito a opinião. Quando algumas destas começaram a estudar, a formar-se e a ter opiniões correctas, mas contraditórias à dos homens que detinham o poder nesses tempos, foram vistas como uma AMEAÇA, E UM ALVO A ABATER....

FELIZMENTE, sobra a consolação de que esses tempos passaram e que agora as mulheres têm direitos semelhantes (na maioria das vezes) e que dão cartas na sociedade!

ESPEREMOS QUE O MESMO SE PASSE CONNOSCO, não de um modo mágico, mas que TRABALHEMOS PARA TAL!


aquele abraço

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

The sweetest smile




Ás vezes é fácil esquecermo-nos de sorrir. Tão fácil... E ainda mais agora que, do ponto de vista profissional, continuamos ao sabor da corrente (ou do governo) e a única coisa que sabemos é que vão continuar as injustiças, as chatices, as arrelias com outros profissionais, as tentativas de luta (em vão?) ...




Tudo isto nos tem levado a perder o sorriso, perder a cortesia, a atenção e a disponibilidade ... E não é que não se mantenha a relação com os utentes, a atenção e o devido respeito, mas gera-se inevitavelmente um clima de tristeza.




É por isso que faço o apelo, por mais que as coisas não corram como deviam, não nos esqueçamos de sorrir! De dar o nosso sorriso aos outros, pois é muitas vezes a única coisa que podemos dar. Que transformemos as tristezas em sorrisos, na certeza que vamos lutar pelo que nos é justo e, quando chegar a hora de "pedir" algo mais, não nos arrependamos do que deixámos de fazer. Vamos sorrir, porque quando sorrimos o dia corre melhor, a mim, a ti e ao outro. Vamos sorrir, porque quando virmos o sorriso do outro o nosso coração vai encher-se de calor e o que é bom dentro de nós irá sobressair.



Como dizia o outro: "vale a pena pensar nisto!" ehehhe Votos de um dia CHEIO de sorrisos!





ps: e já agora, sei que não faz muito o estilo do blogue, mas ninguém me mandou isto por mail! Acho que estamos mesmo a precisar! ehehe
aquele abraço