sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Votos de Feliz Natal!


Queria deixar a todos os leitores deste blogue um forte cumprimento e votos de um Santo e Feliz Natal.

Passem-no bem, na companhia das pessoas mais significativas e façam crescer a solidariedade, compreensão e apoio entre todos!

Votos sinceros de felicidades a todos!

aquele abraço

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A - panhá-los todos!




E foi assim que, pelas 19h30, foi anunciado no Blogue DoutorEnfermeiro que a lista A venceu as candidaturas de Bastonário e órgãos regionais de Portugal inteirinho, Insular e Continental (só faltava saber o sul)!

Parabéns a todos os que estiveram envolvidos nestas eleições e aos vencedores, claro!

O pedido fica para os 80% que não votaram: Se não gostou dos resultados, faça o favor de se manter discreto e guarde as suas opiniões para si.

aquele abraço!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Resultados preliminares




Está anunciado, em diversos blogues:

De Norte a Sul e Ilhas, incluindo o Bastonário, nestes 4 anos a OE será conduzida por Germano Couto e pela lista A!

A confirmarem-se as previsões, ficam os votos de Parabéns à lista A e à pessoa do Bastonário, Germano Couto! Fica igualmente, a esperança no compromisso para com a Profissão e para com as propostas anunciadas em campanha!


Não podia deixar passar a nota dos 80% de abstenção! Quem foi votar (tenho a crença de que foram muitos dos mais novos) estaria informado (muito pelas novas tecnologias), mas vemos que a maioria dos profissionais passou a sua responsabilidade para os outros. Haverá quem nos tire desta desmotivação e deste marasmo? Espero sinceramente que SIM!

aquele abraço

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vamos a votos?

Espero bem que sim! Uma classe unida que sabe o que quer, vai mais longe!



aquele abraço

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O único debate... sobre o futuro da Enfermagem




Foi ontem, no casino da Figueira da Foz, pelas 22h30, que decorreu o único debate entre os candidatos a Bastonário para o próximo mandato. Foram 3 horas do mais intenso debate que alguma vez vi entre candidatos a Bastonário da OE, e digo isto apenas porque nunca ninguém tinha feito um debate antes, só por isso.

Em primeiro, a (des)organização. Coube à FNAEE a tentativa de organizar o referido debate. Desde quando cabe a um grupo de estudantes organizar um evento que diz respeito aos profissionais em exercício? Não digo que não tenha sido uma intenção legítima, mas onde anda o resto da profissão, independente das listas, que pudesse ter feito isso mesmo? E lá está, foi um debate não publicitado, organizado em cima do joelho (pois é, já temos eleições na Segunda e quem queria esclarecer dúvidas e votar por correspondência já não pode...)e que por isso só permitiu, maioritariamente, a participação dos enfermeiros que incorporam as listas. A última participação no referido debate, em jeito de conclusão, foi complicada, proferida por um aluno com alguma dificuldade de dicção.

Segundo, o facto de não ter sido convidada a TV Enfermagem para cobrir o evento na sua totalidade. Depois de os candidatos agradecerem por diversas vezes o "tempo de antena" que este media lhes proporcionou no seu site, não se viu o interesse de colocar à disposição da Classe e do público (que não puderam estar presentes) a transmissão diferida deste espaço de excelência de discussão de ideias. Perdem os Enfermeiros, ganham os candidatos pela falta de informação.

Terceiro, o amadorismo de todos os candidatos no que diz respeito à postura necessária para um debate Político. Exceptuando o Jornalista Nuno Rodrigues, cuja performance foi excelente, os candidatos mantiveram-se sempre "à defesa", passivos, sempre à espera de serem interpelados. Só se lembraram de começar a debater e a questionar-se uns aos outros quando o referido Jornalista salientou "Srs Candidatos, isto é um debate, pelo que relembro que se podem manifestar e interromper-se uns aos outros no decorrer do mesmo" - já lá ia mais de meia hora de conversa... Saliento, também, a postura políticamente correcta em excesso absurdo, que contrastou por isso com a falta de vigor, de intervenção, de garra que um Bastonário necessita e em grande dose.

Não esqueçamos que quem sair vencedor nesta corrida tem de ser alguém que, em público, e contra todos os outros "lobos" saiba IMPOR-SE, DAR A SUA OPINIÃO DE FORMA ASSERTIVA E NÃO FIQUE CALADINHO A UM CANTO.

Quarto, e com muita preocupação: entre 300 pessoas que estivessem na sala (cuja capacidade era para 700 pessoas...), não contei mais de que 25 com menos de 35/40 anos... Onde está a força revitalizadora da Profissão? Continuamos a queixar-nos que "são sempre os mesmos totós" e depois não aparecemos a dar a cara e a questionar o que é dito???




PONTOS POSITIVOS (de acordo com a ordem de participação no debate)




SÉRGIO GOMES: Sabe e operacionalizou diversas medidas que quer ver implementadas na OE e indica que algumas delas são para fazer nos primeiros 3 meses; tem uma visão global (conferida pela sua posição na DGS como Chief Nursing Officer) da relação dos enfermeiros com as instâncias de topo e o poder político e questionou a actual OE quanto à dubia participação na elaboração de protocolos de cuidados/qualidade da DGS. Quanto à questão dos TEPH só aceita o desenvolvimento e aplicação de competências nos casos de impossibilidade de presença de um enfermeiro (casos em que SIV e VMER estão a mais de 40km de distância).




GERMANO COUTO: Assertivo, determinado nas declarações que fez quanto à prescrição por enfermeiros (salientando a necessidade de um debate prévio interno); manifestou-se CONTRA a criação de carreira de TEPH; soube fazer o contraponto das afirmações dos adversários e usar humor a seu favor. Salientou, e muito bem, que a OE é uma estrutura pouco profissionalizada e com muito voluntariado, o que determina os atrasos em tomadas de posição/elaborações de pareceres em diversas situações. Realista quanto à conjuntura actual.





José Azevedo: Directo, determinado, sem medo de reavivar alguns dos "podres" profissionais. Ainda que com linguagem rudimentar (que lhe tirou quase toda a credibilidade), foi realista e soube assinalar hábitos que são prejudiciais e que a OE/Enfermeiros irão manter no futuro. Foi indicado por um colega, ex-enfermeiro director do Hospital de Braga, como único defensor activo dos enfermeiros que estão a ser actualmente sujeitos a condições humilhantes e desprestigiantes no exercício da sua profissão.





Manuel Oliveira: Assertivo, com discurso coerente, equilibrado (só podia ter sido ligeiramente mais abreviado em alguns raciocínios), opinião fundamentada com base em provas/estudos científicos, capacidade de acrescentar o seu ponto de vista e desviar as questões para introduzir temas que considera importantes. Postura, foi o melhor candidato quanto ao domínio da palavra e credibilidade nas afirmações que realizou. Realista quanto à conjuntura actual. Usou o humor logo no início do debate, tentando gerar empatia com a plateia. Argumentou, brilhantemente quanto às responsabilidades do trabalho desenvolvido até agora, que outros dois candidatos tinham, como ele, desempenhado funções na OE - nivelou, assim, o que Germano Couto queria diferenciar quanto à eventual "continuidade". Defendeu a certificação e definição de competências, assim como a regulação do exercício profissional (MDP) como a melhor forma de nos "blindarmos" contra ataques externos.






PONTOS NEGATIVOS


TODOS ELES: Falharam redondamente na explicação da relação da OE com as escolas na definição da qualidade dos campos de estágio, capacidade formativa, boom formativo - não me convençeram. Falharam na atenção à gestão (que por ser altamente deficitária em diversas instituições necessita de uma valente reviravolta), que não foi considerada por nenhum dos candidatos no discurso. Não foi referido (para grande pena minha) qual a posição dos candidatos/listas relativamente à emergência de AUXILIARES DE ENFERMAGEM - esteve tudo tão "caladinho" que gera suspeitas acrescidas. Só se falaram de assuntos para "dentro da profissão" - a perspectiva "externa" (como chegar às pessoas e sociedade em geral) foi falada em termos muito abstractos e que levantam algumas dúvidas.


SÉRGIO GOMES: Um tanto ao quanto gago, confuso, disperso. Roçou os discursos de Maria Augusta Sousa de há 9 meses para trás, com falta de objectividade e capacidade de síntese. Anunciou estudos e mais estudos, pareceres e mais pareceres, incluindo a definição do perfil do enfermeiro nos diversos sentidos em 6 meses (algo que em 30 anos ainda não fomos capazes de fazer).

Germano Couto: Manteve-se "quieto no seu canto", esperando sempre ser interpelado do que interpelar os outros candidatos. Apresentou a postura mais neutra e empata com Manuel Oliveira no campo "politicamente correcto". Passou ao lado da polémica/ataques, mas também da discussão.

José Azevedo: O "bobo da corte" pela linguagem arcaica e baseada sobretudo na sabedoria popular e senso demasiado comum, arrancou por diversas vezes gargalhadas à multidão ("a nossa lista é a E, É o que as outras gostariam de ser"; "o problema é que vocês pegam no problema como no morcego, ao contrário, têm de virar é o morcego de cabeça para cima e atacar o problema", "eu só faço como o Moisés, toco com o bastão no chão para separar as águas, depois os enfermeiros têm de fazer o caminho", "a essência" - JURO QUE ESTE BLOGUE NÃO ESTÁ RELACIONADO COM ESTE SENHOR NEM COM ESTA IDEOLOGIA QUE APRESENTOU EM DEBATE). Disse que "... Enfermagem é ARTE e como ARTE que principalmente é..." e eu aí desliguei para o resto do debate deste Senhor. Nega o conhecimento, a cientificidade da profissão e aposta sobretudo na prática, prática, prática - mantendo-nos os belos técnicos e tayloristas que o poder político quer que sejamos, ao invés de profissionais que aliam o intelectual ao técnico. Está surdo, mouco e seria uma nova "Maria Augusta". Tem uma vertente "Marinho Pinto", mas deita-a a perder quando logo de seguida não sabe argumentar com base em factos e evidências.

Manuel Oliveira: Demasiado "politicamente correcto", muito "santinho" e "bem comportadinho". Falta de garra e convicção, apesar de agir com assertividade, falta também a proactividade e a intervenção mais acérrima - podemos perder posição por sermos muito "bonzinhos" e não sabermos defender o que é nosso. Apoiou o MDP tal e qual como está, que segundo o Enfermeiro Azevedo necessita de 50 milhões de €€€ para ser posto em prática e apresenta esperança irrealista quanto ao facto de o Estado aceitar este modelo sem ver qualquer evidência de ganhos em Saúde. Disse, em jeito de brincadeira quanto à proximidade que deseja com todos os enfermeiros, ser "o bastonário todo-o-terreno".




RESUMINDO, QUANDO SAÍ DO CASINO DA FIGUEIRA, PASSAVA DA 1H30, ESTAVA UM NEVOEIRO INTENSÍSSIMO NA ESTRADA. NO CAMINHO DE REGRESSO, ENVOLTO NOS MEUS PENSAMENTOS, NÃO APARECEU O D. SEBASTIÃO POR QUEM TANTO ESPERAVA. DEIXO, ASSIM, A MINHA OPINIÃO FINAL

PRIMEIRO, VOTEM! EXERÇAM O VOSSO DIREITO SOB PENA DE PERDEREM A LEGITIMIDADE QUANDO SE QUEIXAREM DO FUTURO DA PROFISSÃO (QUE DELEGARAM NOUTROS PARA DECIDIR POR VÓS). SE ASSIM FOR, CALEM-SE A PARTIR DE AGORA.

SEGUNDO, SE QUER UM BASTONÁRIO CUJA FUNÇÃO PRINCIPAL SEJA APARECER NOS MEDIA E DAR UMA VISÃO EVOLUIDA E CONSTRUTIVA DA ENFERMAGEM, QUE APELE QUE A PROFISSÃO É FUNDAMENTAL PARA A SAÚDE DOS PORTUGUESES E QUE O FAÇA DE FORMA CORRECTA E COERENTE, A ESCOLHA É MANUEL OLIVEIRA.

TERCEIRO,
SE QUER UM BASTONÁRIO QUE É CAPAZ DE SE CHATEAR UM BOCADINHO MAIS PELOS INTERESSES DA PROFISSÃO, MAS QUE É FRANZINO E NÃO DOMINA TANTO A ARTE DE APARECER EM PUBLICO, PODENDO ASSIM SER DESCREDIBILIZADO, ESCOLHAGERMANO COUTO

LEIO EM TODOS OS BLOGUES QUE TODAS AS LISTAS TÊM COLEGAS QUE INFELIZMENTE FAZEM MAIS POR ELES PRÓPRIOS QUE PELA PROFISSÃO, PELO QUE IMPERA ESCOLHER, EM TERMOS DAS SECÇÕES REGIONAIS, NÃO A MELHOR LISTA MAS A "MENOS PIOR" (passo o pleonasmo).

LOGO, SE QUER FUGIR DE UMA ORDEM QUE É LENTA, ALGO INDIFERENTE MAS QUE CONSTRÓI UM PERCURSO SÓLIDO E JÁ SABE COMO FUNCIONA A RELAÇÃO POLÍTICA (E É TOTALMENTE INDEPENDENTE DE QUALQUER PARTIDO), NÃO - EU DISSE NÃO - ESCOLHA A LISTA C

SE QUER UMA OE LIGEIRAMENTE DIFERENTE, COM UMA LINHA DE PENSAMENTO QUE NÃO É DIFERENTE MAS DERIVADA, QUE EMBORA MANTENHA ALGUM KNOW HOW EM RELAÇÕES POLÍTICAS PODE SER UMA SURPRESA (+ OU -) NO DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO, ESCOLHA LISTA A

SE QUER UMA OE MARCADAMENTE DIFERENTE, COM IDEIAS FORTES, CONTRA MUITOS LOBBIES, MAS A QUEM FALTARÁ EXPERIÊNCIA E O DITO KNOW HOW E ACESSO POLÍTICO, CUJO EMBATE NÃO SABEMOS SE SERÁ POSITIVO, ESCOLHA LISTA B





Desculpem lá a maçada, mas tivessem ido ver. Isto de andar informado é uma "chatice". Ou então não.

Aquele abraço

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O desmentido ...


Afinal... não era BEM assim.

A OE já publicou um comunicado no seu site: http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Paginas/EsclarecimentoParticipacaoOE_EPH.aspx.

No mesmo, referem que aquele documento irá enformar uma proposta de aumento de competências dos TAE, a ser apreciada pelas diferentes Ordens Profissionais, proposta essa que ainda não chegou à mesa da OE, pelo que, ao contrário do que se fazia parecer no vídeo, ainda não decidiram nada em concreto.

Caberá assim, ao próximo mandato da nova OE, decidir sobre este assunto e emitir parecer (porque já vimos que, na dependência directa do médico, não haverá grande lugar à voz decisória dos enfermeiros) sobre este aumento de competências.

Saliento, ainda assim, que no mesmo comunicado pode-se ler "A defesa dos enfermeiros e das suas competências passa pela defesa de mais cuidados de saúde aos cidadãos – que na Emergência Pré-hospitalar exige também mais qualificação por parte de outros técnicos."

Que qualificação? Quem qualifica? Que interesses "ocultos" bailam por detrás destas questões?


Independentemente disto, o vosso VOTO decidirá pela manutenção ou alteração da visão face a este e outros assuntos. Por mim, continuo a defender a reciclagem profissional de quem já tem um manancial de 4 anos de conhecimentos de saúde. Fica mais barato dar-lhes formação que mandá-los para a dependência de um subsídio de desemprego. Na prática é 5x mais barato:

- Aproveitamos quem já gastou o dinheiro do estado a ter 4 anos de formação;

- Fazemos uma reciclagem que, seguramente, pede menos horas que formações de 1000 e tal hoas;

- Evitamos o dispêndio em subsídios de desemprego;

- Obtemos ganhos em saúde para a população, que, independentemente das críticas, observando o caso paradigmático dos EUA, verificamos que os Enfermeiros são preferidos para este tipo de trabalho;

- Evitamos a emigração de potencial de trabalho e massa intelectual que só irá desenvolver os outros países!


Mas quem sou EU para julgar uma situação destas? Os TAE reclamam, como nós, por um maior reconhecimento social e profissional. Reclamam por uma carreira, por mais conhecimentos. Não os censuro.

Além disso, se eu fosse ganhar muito €€€ com a formação destes "senhores", visto que se prevê que o cerco da formação de enfermeiros aperte, se calhar o que acabei de dizer não faria sentido nenhum para mim... Ou não. Enfim.. A ver vamos.

aquele abraço

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Estalou (ou vai estalar) o verniz ...





Espanta-me o silêncio de alguns bloggers ... face a uma temática que promete ser das mais polémicas das futuras eleições de dia 12! (agora parecia um certo jornal, ou canal televisivo... :p)

Ora qual não é o meu espanto quando recebo na caixa de e-mail um documento e tenho a possibilidade de ver logo depois um vídeo ( http://www.tvenfermagem.com/tv/index.php?option=com_content&view=article&id=515%3Apre-hospitalar-aumento-de-competencias-dos-tae&catid=79%3A-candidatura-ana-rita-cavaco&Itemid=48 ) sobre assuntos que pareciam estar adormecidos...

Nada mais nada menos que a tentativa desesperante dos TAE de aumentar as suas competências na área pré-hospitalar, à custa (muito em parte) dos lugares ocupados pelos Enfermeiros actualmente. Estes senhores, aparentemente, querem desempenhar um conjunto de funções, na delegação directa dos médicos, que ultrapassam em algumas áreas o que já é feito por Enfermeiros. Nada disto era novidade até ao dia de ontem (excepto para alguns que já o sabiam há muito), quando aparece um documento e dois senhores na televisão, dizendo que este contempla a possibilidade futura de aprovação de usurpação de competências, que está assinado por elementos de várias listas concorrentes à actual OE e que será do conhecimento de outros que integram outras listas!!! Há, todavia, quem diga que o estar assinado só quer dizer que estiveram presentes na reunião sr e fulano tal... e que a OE já negou todo e qualquer acordo sobre esta temática.

Curiosamente não vi este assunto ser discutido em nenhuma AG nem em outro lado, fica apenas o inigualável silêncio...

Link do artigo (copiar e colar no browser):

Estranho é que anda tudo caladinho, nem uma palavra a desmentir o assunto....

Para que este assunto não seja visto na lógica da "dor de cotovelo", aqui teço algumas considerações. A ser verdade:

1º - Questionar (perante a incredulidade) da parte da Ordem, a possbilidade de por e dispor do nosso papel Social e Profissional? Vamos oferecer formação e gerar competências noutros profissionais? É a troca pela prescrição protocolada?

2º - Mas quem são os energúmenos que pensam que com algumas horas de formação têm a capacidade de actuar em situações delicadissimas, em que a vida dos portugueses está em risco absoluto?
E NÃO, OS MÉDICOS NÃO CURAM SÓ, OS ENFERMEIROS NÃO CUIDAM SÓ E OS TAE NÃO SALVAM SÓ! Isso corresponde a uma visão estereótipada da profissão de Enfermagem! Os enfermeiros também salvam vidas, previnem complicações e geram ganhos em saúde! Como os outros! E participam no processo de cura, que, em boa parte das vezes, sem eles não se faria!

3º - Quem são os políticos e economistas ignorantes que julgam que, com um "remendo" mais barato (porque estes senhores vão provavelmente ganhar menos que ganha um enfermeiro) podemos substituir profissionais de formação superior, que apenas necessitariam de pequenos cursos de aperfeiçoamento no pré-hospitalar e não de mais 2000h de formação???? E aproveitar quem já tem 4000 e tal? Não? Fica mais barato formar enfermeiros, sustentá-los no fundo de desemprego e não os suplementar e ir formar outro grupo com metade das horas, não é?

4º - Será que não sabem que os EUA já estão a fazer o caminho de "descer a montanha" e reconhecer que esse trabalho deve ser feito, com ganhos acentuados, por parte dos Enfermeiros? Que só lá puseram paramédicos porque não havia enfermeiros para trabalhar?


Se isto não passar de uma manobra de distracção, não retiro o que disse pois os visados precisam bem de reflectir sobre isto para que não aconteça nunca!




NÃO COLOQUEM A CRISE FINANCEIRA À FRENTE DO RISCO E DA SAÚDE DE TODOS NÓS, POR FAVOR!


Sras e Srs Enfermeiros, não durmam! Vejam bem o que nos pode esperar! Se eu não sabia em quem votar, agora já tenho maior noção em quem NÃO VOTO!

Aquele abraço

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quer que tudo fique na mesma ???

Foi publicado o Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar -


http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/84FCFCE2-3C84-4ABE-8E5F-AD4DDB0B46F4/0/RelatorioGTRH_Nov2011.pdf


Está na hora de assumir o nosso papel perante a sociedade. Dizer a todos estes Senhores que elaboraram o Relatório (que nem sei se contou com a presença de algum enfermeiro!) de dizer quem somos, o que fazemos e porque é que isso é fundamental para o regular funcionamento dos hospitais! Desde um modelo de financiamento que pague directamente os cuidados de enfermagem à re-estruturação de diversos serviços hospitalares! A simples mudança de algumas "rotinas" e modos de funcionamento pode constituir uma poupança de milhares de €€€! Enviem os vossos contributos para o mail no final da pagina!

E lembrem-se: SE NÃO FOREM VOCÊS, NINGUÉM MAS NINGUÉM IRÁ DEFENDER OS ENFERMEIROS NA MUDANÇA DOS HOSPITAIS! Aproveitem esta oportunidade única para dar voz à nossa profissão!!!!



Portugal assumiu, no Memorando de Entendimento celebrado com a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, o compromisso de melhorar o desempenho e aumentar o rigor na gestão dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde através da utilização optimizada e eficiente dos recursos disponíveis e continuando a assegurar o direito constitucional de protecção da saúde.

O relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, criado pelo Despacho do Ministro da Saúde n.º 10601/2011, de 16 de Agosto, com a missão de propor um conjunto de medidas para reorganizar a rede hospitalar através de uma visão integrada e racional do sistema de saúde, ficará em discussão pública até 31 de Dezembro de 2011.

O relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, intitulado “Os cidadãos no centro do sistema. Os profissionais no centro da mudança”, centra-se num conjunto de propostas que visam:

Melhorar o acesso e a qualidade das prestações de saúde;
Melhorar a eficiência hospitalar;
Garantir a sustentabilidade económica e financeira;
Melhorar a governação e o desempenho dos profissionais ao serviço dos hospitais;
Reforçar o protagonismo e o dever de informação aos cidadãos.

Envie os seus contributos e sugestões, até 31 de Dezembro de 2011, para relatorio-gtrh@sg.min-saude.pt



in Portal da Saúde

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quadro comparativo das candidaturas à OE








Fica a comparação dos Planos de Acção das diferentes candidaturas à OE. Espero ter ajudado algo, nem que não seja para ver o que todos eles "prometem ..."

Faça um favor à sua profissão e aos seus utentes:

VOTE!



aquele abraço

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Para breve...

A minha (pequena) contribuição para o esclarecimento dos demais, quanto às eleições, listas e candidatos ao novo mandato na OE!


aquele abraço