segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O petróleo e as energias renováveis!




Ora ocorreu-me noutro dia, em mais um daqueles pensamentos "aéreos" e após ter visto uma bela reportagem (http://www.esenfc.pt/esenfc/noticias/index.php?target=noticias&id_noticias=571) aquilo que, numa comparação "tosca", será a enfermagem no panorama da saúde dos dias de hoje....


Ora como sabemos o petróleo, fonte esgotável de energia, tem posto o mundo "a girar" ao longo dos últimos anos! Grandes avanços, materiais, energia, combustíveis são retirados do petróleo e seus derivados... E foi tão grande o desenvolvimento que ficámos maravilhados com a sua potencialidade, colocámos mãos à obra e aproveitamo-lo ao máximo! No entanto, especialistas afirmam que estamos no final da curva ascendente da utilização de petróleo e, apesar de se supor que existem algumas reservas (embora em lugares inacessíveis para o homem), a verdade é que daqui por não muitos anos este irá escassear, o seu preço será aumentado e surgirão crises e conflitos... até que um dia acabou! Ora no meio desta "bela história", há quem se esforce por investigar e desenvolver outros tipos de energias alternativas, nomeadamente solar, eólica, biodiesel, geotérmica e afins, fontes ditas "inesgotáveis", por se obterem através da natureza do nosso planeta! O problema está identificado e alguns já tiveram coragem de o referir: um conjunto brutal de lobbies que ameaçam a segurança mundial, na medida em que, enquanto o negócio petrolífero "dá dinheiro", bloqueiam e impedem o desenvolvimento de outros tipos de energia. Algumas dessas companhias já investem na energia alternativa, eventualmente com a esperança de poder continuar o monopólio. Ora enquanto este desenvolvimento não se processa, o cidadão comum é gravemente afectado: cada vez paga mais pelos combustíveis, materiais, transportes, bens até agora "comuns". E vai continuar a pagar e cada vez mais, pois graças aos grupos petrolíferos, não se fazem escolhas viáveis e sustentáveis de energia... Não fui eu que o disse, mas é bem verdade.

E agora se eu dissesse que, em Portugal, a classe médica é um pouco (não totalmente pois felizmente ainda há excepções) como o petróleo e a de enfermagem um pouco (pois infelizmente também há excepções) como as energias renováveis?

Eu explico: em Portugal há quem diga que a medicina é um lobbie fortíssimo cujo objecto de estudo são as doenças que afectam o ser-humano. Ora esse alegado lobbie tão forte, como todos sabemos, impede e tenta impedir a todo o custo a fuga de poder (e com isto digo, nr. de doentes para tratar, a quem consultar e que use os seus serviços) para outras classes!

Ora muita gente usa este "petróleo", e bem (afinal que seria de nós sem eles), no entanto, vêm-se incapacitadas de usar outros tipos de "energia". Falo, garantidamente, dos enfermeiros! Porque enquanto o "petróleo" só serve para curar a doença (e lá está, quando é possível), as "renováveis" evitam que a pessoa fique doente, ajudam-na a lidar da melhor forma com a doença e potenciam a recuperação e re-integração na sociedade! Ora as pessoas pensam que só existe o petróleo e, estando mal informadas, acham que só querem o petróleo!



Torna-se por isso fundamental haver quem desenvolva as energias "alternativas" (e complementares, claro), informando o público da existência e da importância das mesmas!

Se as pessoas perceberem que usando as energias "renováveis" terão maior probabilidade de conservar a saúde e de lidar da melhor forma com a doença
, talvez começem a optar por hipóteses de saúde mais "sustentáveis" e aí sim, teremos menor uso do petróleo (que está caríssimo e só vale às pessoas quando estas já estão doentes...), para bem do ser humano e de toda a sociedade!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ora cá vamos nós outra vez!

Espero que este 2011 se revele um bom ano para todos nós, apesar de todos os dias sermos bombardeados com notícias terríveis e desmotivantes...

Aqui fica, em "segunda mão" (pois importo o vídeo do blogue http://planodecuidados.blogs.sapo.pt), um vídeo que até a mim me espantou, dado que mostra a participação, em bom destaque, de uma enfermeira no programa Praça da Alegria, na RTP1.




Na rubrica "médico de família", observamos um médico a falar (desnecessária a sua participação neste tema em particular) sobre cuidados a doentes totalmente dependentes em contexto domiciliário (ao qual chamam tratar de doentes acamados...). O médico faz uma apresentação de conteúdos que, a meu ver, fazem parte integrante do trabalho da enfermeira, após a qual é introduzida a dita enfermeira, cuja aparição (apesar da boa referência de trabalho multidisciplinar pelo médico) parece não ser possível sem a presença do médico... Adiante, a verdade é que é dado destaque à Colega e esta, apesar de alguns atropelos e sistematização imperfeita, explica a todos os portugueses como cuidar de um familiar totalmente dependente no domicílio. Parabéns!

Ora, como vimos, acerca de diversos temas que ela aborda para além da mobilização de pessoas dependentes no leito (entre os quais a higiene e as quedas que aparecem ao trambolhão), fica a sensação que há "pano para mangas" no que diz respeito a novas aparições desta e de outras enfermeiras, quanto a quedas, ajuda à alimentação de doentes com ajuda parcial, lidar com doentes desorientados/com demência, entre tantos outros temas que os Enfermeiros podem desenvolver e apresentar como produto para a Praça da Alegria e tantos outros programas dos canais concorrentes. E claro, sem a "indispensável" presença dos médicos, desde que se mostrem como profissionais competentes e preparados.

Quanto ao tema da rubrica, sugiro a todos os que me lêem, que enviem um e-mail ou carta ou telefonema para a redacção da Praça da Alegria, questionando o nome da rubrica, "médico de família", dado que existem muitos mais temas que devem e podem ser abordados por outros profissionais de saúde, que não médicos. Porque não "Saúde e família"?? Eu já o fiz.



Aquele abraço