quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que eu fazia com 50 000 €!




Ora aqui vai um post que poderá não ser totalmente correcto, pois terei de me cingir exclusivamente ao conteúdo da notícia publicada, não conhecendo a totalidade do estudo em causa. Assumo desde já essa limitação.

Ora qual não é o meu espanto, quando chega a meu conhecimento a publicação de uma notícia na TSF, sobre a atribuição de um prémio de investigação da Fundação AstraZeneca no valor de 50 000€.


O estudo remete para a investigação "Doença Crónica e Dinâmica Familiar", que "foca a análise dos efeitos da doença crónica na dinâmica familiar e apresenta estratégias para evitar novas vítimas emocionais quando surge uma doença crónica na família." Citadas pela notícia, as conclusões expressam a necessidade de "incluir a família no processo de prestação de cuidados em situação de doença crónica" e ainda "o risco do surgimento de padrões disfuncionais que afectam o doente e a sua família e a necessidade de intervenção".

Bom, até aqui tudo bem, embora me questione, logo à partida, como tal Fundação atribuiu um prémio desta grandeza a algo que já está extensamente descrito.... E por quem? Por Enfermeiros, concerteza! Já estudam esta temática há anos!

A estupefacção absoluta surge, quando nos deparamos com o facto de que foram médicos a fazer este estudo!

Ora já não basta andarem a estudar (apesar de não ser mau de todo, já que FINALMENTE descobrem que a doença crónica implica riscos de disfunção familiar) os processos de doença (e muito bem), agora também se viram para a abordagem integral da pessoa e família e levam 50 000€ por isso?

Das duas uma, ou a bibliografia é constituída em boa parte por livros e artigos escritos por Enfermeiros, ou então não sei.

Se não "acordarmos para a vida", qualquer dia também isto já não é nosso objecto de estudo!

Fica o link do artigo: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1819471&tag=Sa%FAde

outros links de potencial interesse, resultantes de pesquisa rápida na net:

http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/viewFile/9044/5012
http://www.abeneventos.com.br/SENABS/cd_anais/pdf/id187r0.pdf
http://aspro02.npd.ufsc.br/arquivos/240000/243000/18_243039.htm?codBib=
http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/953/2/Tese%20Mestrado.pdf
http://www.ufscar.br/~bdsepsi/241a.pdf

Lá está...também não é tudo mal... ao menos ficam a conhecer a "pólvora" e pode ser que deixem de olhar só para a doença (que é o que faz uma boa parte deles, por defeito profissional e/ou pessoal).

aquele abraço

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