segunda-feira, 30 de maio de 2011

Diz que ..." Um em cada dez doentes internados em hospitais foi vítima de erros de saúde "




E é mesmo verdade! Sairam há 2 dias no Jornal Público os resultados abaixo citados:


Um estudo de uma "equipa de mais de 20 investigadores, incluindo médicos e enfermeiros, coordenados por investigadores da ENSP, da Universidade Nova de Lisboa, analisaram à lupa processos clínicos de 1699 doentes internados em três grandes hospitais públicos de Lisboa, não identificados, durante 2009, uma amostra de um total de cerca de 47.783 admissões. "

A grande conclusão deste estudo (...) foi que em 11,1 por cento dos internamentos houve um evento adverso, definido "como um acontecimento não intencional" que teve alguma consequência para o doente, como danos ou lesões, ou o prolongamento do internamento, ou incapacidade permanente ou temporária ou mesmo a morte. O número chama, pela primeira vez, a atenção "para um sério problema de saúde pública"!

GRAVE É QUE "... no topo dos acontecimentos estão as lesões ocorridas durante o internamento, como é o caso das quedas, queimaduras, úlceras de pressão, seguidos da readmissão não planeada relacionada com o último internamento e cuidado de saúde, das infecções relacionadas com a prestação de cuidados, das reacções adversas ao medicamento e do retorno não planeado ao bloco operatório."

Destes eventos, "Só em 0,8 por cento dos casos doentes ou familiares foram informados do incidente." - MEDO.

Analisadas as situações, uma equipa só de médicos concluiu que cerca de metade (53,2 por cento) dos eventos adversos era evitável, o que significa que "há margem para obter ganhos em saúde""

OCORREU uma média de 10,7 dias a mais do que seria necessário se nada tivesse ocorrido. Fazendo contas ao custo por dia de internamento, 403,31 euros está-se a falar de uma grande margem para intervenção, nota.


Engraçada foi a expressão "numa equipa só de médicos", pois como vimos em cima os acidentes mais frequentes NEM SÃO QUEDAS, ÚLCERAS DE PRESSÃO, INFECÇÕES ASSOCIADAS AOS CUIDADOS DE SAUDE, "coisas" pelas quais os enfermeiros nunca são responsáveis ou cujos cuidados são sensíveis a esses problemas. Vai ser a comissão dos "espertos" a decidir sobre algo que têm pouco conhecimento da situação real e, por conseguinte, irão chegar a decisões e actuações maioritariamente desfasadas dos contextos reais, como na maioria do que acontece neste País!

"O passo seguinte é fazer um estudo nacional, mas também intervir preventivamente junto dos hospitais participantes."

Mas quê? Só sobre os médicos, ou alguém já percebeu que é necessário investir na formação dos enfermeiros e mudanças de práticas, que se repercutem positivamente na qualidade dos cuidados?


http://publico.pt/sociedade/um-em-cada-dez-doentes-internados-em-hospitais-foi-vitima-de-erros-de-saude_1496395

aquele abraço

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