domingo, 8 de maio de 2011

Não se sabe a história toda, mas ...



Quem vê o vídeo e ouve a descrição da jornalista sobre a situação desta doente, imediatamente pensa: esta doente necessita, mais que tudo, de cuidados de enfermagem!

Pois se assim é, questionamo-nos como foi possível (se aquilo que é dito pelos familiares é a mais pura verdade e estes não têm apoio domiciliário que permita acompanhar a doente)darem alta a uma doente quando esta tem graves necessidades de cuidados de enfermagem, incluindo vigilância e apoio constantes... Naturalmente, "a alta foi dado pelo médico, que disse que..."

Ora o grande problema (pela parca informação da reportagem e a acreditar nestas declarações como sendo verdadeiras) é que neste registo hospitalar, em que o que interessa é rentabilizar camas e tratamentos, não foi provavelmente ouvida a voz do enfermeiro, indicando que a doente só sai se tiver garantidos cuidados de enfermagem de suporte, indispensáveis (ao contrário dos cuidados médicos nesta situação - deram-lhe alta) para que possa sobreviver em casa, para que viva com o mínimo de qualidade e conforto nos dias que lhe restam!

Sendo a aparente alternativa uma clínica privada, à falta de cuidados continuados (que bem podiam começar a ser investigados, com a quantidade de pessoas que lá estão internadas a ocupar lugares de pessoas com necessidades em cuidados mais prementes e cujos familiares têm bom dinheiro para as ter em casa,em detrimento de outros que não têm onde cair mortos - como poderá ser este o caso..), a minha questão é fácil:

onde andam os Srs. Enfermeiros que prestam cuidados ao domicílio?

Terá havido acompanhamento destes? Terá sido feito algum contacto entre a família e estas empresas, no sentido de definir um orçamento, provavelmente bem mais barato que o da clínica? Será que a família não quererá ter a doente em casa? (mas se a vai vender, se calhar considera que a senhora precisa mesmo de estar internada...)

Um protocolo de actuação bem definido, uma equipa de cuidados paliativos domiciliários (onde é que eles andam, não iam ser criadas equipas dessas?) e aquilo que a doente mais iria precisar era dos cuidados de enfermeiros para manter a sua vida com o conforto e a qualidade que merece! Médicos só seriam necessário de quando em vez, para eventuais avaliações e prescrições de fármacos!

Vamos lá acordar para a vida srs Enfermeiros e sras Enfermeiras ok? É triste ser a vida dos outros, mas chama-se nicho de mercado.

aquele abraço

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