quarta-feira, 27 de julho de 2011

Não confio em mim, quanto mais nos outros!




É uma pena ter de proferir estas palavras, mas o misto de desilusão e surpresa que estas situações nos provocam, acompanhadas do medo e frustração frequentes, que degradam o ambiente de trabalho e minam a confiança no seio da "equipa" (que equipa???), fazem com que relembre, especialmente os que andam "nisto" há menos tempo, da seguinte ocorrência:

Imaginem que estão muito bem a trabalhar e que aparece alguém (neste caso, um médico) e que, face a um qualquer doente, vos dão indicação oral para administrar um dado fármaco. Melhor, é quando esse contacto é feito telefonicamente. Imaginem que duvidam da eficácia desse fármaco naquele situação e que até prevêem complicações e avisam o médico de tal raciocínio. Imaginem que, dado que o dito médico não valoriza, administram esse fármaco na mesma e que, minutos depois, ocorre uma complicação. O dito médico, confrontado com a situação, pergunta: que fármaco é que administrou? (como se ele não soubesse) Deu-lhe 50? É que eu disse para administrar 25! (não, tinha dito mesmo 50 e tinha sido questionado do facto pelo enfermeiro). E acrescenta: se acontecer algo ao doente, a culpa e a responsabilidade são suas, porque eu não dei indicação nenhuma para dar 50.

Bonito, não é? Mas o melhor, é que como foi falado, não está nada escrito. E até não estava lá ninguém como testemunha... E sim, se o doente agravar o estado, é a palavra do dito médico contra a do enfermeiro... quem ganha???

Por isso, e exceptuando as situações de urgência (após as quais pode e deve pedir a prescrição escrita) todo e qualquer enfermeiro tem o direito (e o médico o dever) de ter uma prescrição escrita antes de administrar o que quer que seja!!!!

Relembre-se, os médicos se puderem safam-se sempre, fazem de tudo, sempre na tentativa de se escapar! Raros são os casos em que assumem a culpa (e para isso precisam de saber trabalhar em equipa, e esses são poucos mas bons). São geralmente aqueles que MENOS SABEM, que mais contribuem para que estas situações aconteçam! NUNCA irão assumir a culpa se NADA estiver escrito e a comprovar esse acontecimento.


Ao Enfermeiro, CABE DOMINAR, SABER E MANIFESTAR todo o conhecimento que tenha sobre farmacologia, pois a ADMINISTRAÇÃO é sempre SUA RESPONSABILIDADE E NÃO DO MÉDICO. TEM DÚVIDAS NO QUE VAI ADMINISTRAR OU DO SEU EFEITO, justifique sustentadamente a sua posição e não administre.

NÃO CONFIE EM PRESCRIÇÕES ORAIS, PRESENCIAIS OU POR TELEFONE! EXIJA A PRESENÇA E A PRESCRIÇÃO ESCRITA DO MÉDICO! pode custar a VIDA do doente e a sua CARREIRA!

aquele abraço

segunda-feira, 18 de julho de 2011

De férias ...


Peço imensa desculpa aos leitores deste blog pela postagem tão espaçada, mas têm sido tempos trabalhosos...


Fica a promessa do regresso, após merecidas férias, lá para a a semana de 22 de Julho!


Votos de boas férias e de bom trabalho, qualquer que seja a sua situação! :)


aquele abraço