terça-feira, 20 de setembro de 2011

Faço minhas as palavras de Tiago Mesquita




No seu blogue 100 reféns, Tiago Mesquita escreve:

"o povinho quer-se estupido e bacoco. Quanto mais ignorante, saloio e entretido melhor. E Portugal teima em não acordar do estado comatoso em que se encontra, conveniente a tantos."


http://aeiou.expresso.pt/a-casa-dos-degredos-2-o-lixo-televisivo=f674954#ixzz1YUJWfrcx

Concordo a 100% !!!

aquele abraço

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O meu novo "herói"




Confesso que já o tinha ouvido falar, mas nem houve tempo nem disponibilidade para procurar mais informação sobre a natureza do trabalho deste nosso colega.

Foi então que hoje, no congresso da ALADEFE, que tem lugar em Coimbra desde hoje e até 6ª (http://www.esenfc.pt/event/event/home/index.php?target=home&defLang=1&event=64), o ouvi falar sobre qual é o seu trabalho e o que tem vindo a fazer nestes últimos anos (dado que o Chief Nursing Officer foi criado, a nível estratégico e na dependência do Ministro da Saúde, no ano de 2007).

Mas não foi propriamente por isso que gostei de o ouvir falar: foi capaz de, em menos de 5 minutos, traçar o perfil actual da Enfermagem Portuguesa que, e nas palavras do prelector, é caracterizada por baixa visibilidade na sociedade e política portuguesas, repercutindo-se em ausências dos grupos de trabalho do ministério, como foi o caso recente da criação do grupo de trabalho para a "reforma" hospitalar, do qual não fizemos parte.

Teceu considerações sobre a actual OE, sobre a escassez de enfermeiros em cargos de política estratégica na saúde (afinal ele é o único), do facto de só uma ARS ter enfermeiro no conselho de administração (e este estar prestes a "ir à vida").

Alertou que, ou bem que o trabalho dos Enfermeiros é valorizado e estes são permitidos de participar e influenciar as decisões políticas em saúde, ou as coisas irão correr muito mal.


Gostei, representou o contraponto daquilo que foram as apresentações anteriores (de colegas de outros países que, embora interessantes, não se compararam À realidade do nosso país)e parece ser um dos enfermeiros em Portugal que realmente sabe o que é urgente e importa ao desenvolvimento da profissão!

Por este discurso, esteve de Parabéns!

aquele abraço

domingo, 18 de setembro de 2011

O que todos os Enfermeiros deviam saber na ponta da língua!!




Ora aqui está um discurso completo,pertinente, explicativo e justificativo da importância dos enfermeiros e uma bela "malha" sobre aquela que deveria ser a actual orientação dos cuidados de saúde neste país:

INVESTIR NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DA DOENÇA, ao invés da contínua e desmesurada aposta em cuidados de ponta e internamentos hospitalares caríssimos!


Ao Sr. Enfermeiro Jacinto Oliveira dou os meus parabéns por não ter papas na língua! Ainda que não integre a lista que venha a ganhar as eleições de dezembro, sejam inteligentes e "pesquem" este colega!!!

O mais importante: O QUE O ENF. JACINTO DIZ NÃO É NOVIDADE, MAS POUCOS ENFERMEIROS O DIZEM! PASSA A SER ENTROSADO NA POPULAÇÃO SE TODOS OS ENFERMEIROS PASSAREM A EXPRIMIR-SE DESTE MODO!

O LINK http://195.23.58.155:8080/streamtv/2011/09/WMS_RM_FILTER/37489380.wmv

(vai-vos aparecer um ficheiro de video para fazer download, é só aceitar!!)

Ou então http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Paginas/EnfJacintoOliveiraRTPNDiaSNS.aspx

aquele abraço!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A resposta à crítica do artigo "Profissões Escaldantes"




A resposta foi célere e, compreensivelmente, diferente da minha perspectiva. Em Portugal, os media não estão habituados que determinados assuntos sejam questionados, que determinadas visões sejam equacionadas e reenquadradas...

Cabe aos Enfermeiros estar atentos ao modo como os media divulgam a imagem da Profissão. Sabendo que esta influencia o modo como e no que o público pensa, é fundamental encetar um diálogo construtivo e até pedagógico com os media, de forma a que estes apresentem uma imagem da Enfermagem coincidente com os seus conhecimentos e competências actuais!


Segue a resposta de Vasco Galvão-Teles (Director Geral):

"Caro José Martins,


Desde já muito agradeço o seu e-mail e a sua crítica, pois são sempre as críticas que nos fazem evoluir e pensar.


Neste caso, embora perceba o seu ponto de vista e tudo o que nos transmite, não podemos concordar com a conclusão de base – que estamos a generalizar a uma classe inteira e que essa hipotética generalização retiraria qualquer tipo de respeito e crédito aos enfermeiros, ou mais precisamente, às enfermeiras.


Acredito em termos pessoais, e nesse sentido posso estendê-lo à Happy, que tanto os enfermeiros como os médicos são duas das profissões pelas quais mais respeito deveremos ter. Esse respeito deve, como é óbvio, ser extensível a quem exerce essas profissões.


O artigo descreve apenas uma realidade que existe nos bastidores de algumas profissões. Não pretende fazer qualquer tipo de julgamento sobre as pessoas nem sobre as suas atitudes. De resto a Happy caracteriza-se não por defender que na esmagadora maioria das situações não devemos julgar os outros, nem cair na tentação de fazer juízos precipitados. Todos temos o direito de escolher o nosso caminho desde que esse não interfira no caminho dos outros. Desta forma, é nossa convicção que a leitora ou leitor da Happy compreende o contexto e nunca fará um juízo precipitado e muito menos errado.


Como lhe digo, percebo o que nos diz, mas acho que a percepção que descreve não vai ser a das nossas leitoras e leitores. Não foi essa mensagem que quisemos passar e acreditamos que não é essa mensagem que passa.


Mais uma vez, reforço-lhe o respeito que temos pelos enfermeiros e pelos médicos que, felizmente, acreditamos que é partilhado pela maioria das pessoas.



Obrigado por nos ter escrito.


Com os meus melhores cumprimentos,

Vasco Galvão-Teles

(Director-Geral)"


aquele abraço

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Profissões escaldantes ...



É na edição do mês de Setembro que a revista Happy Woman, num artigo escrito por Helena Magalhães, revela "... segredos e aventuras escondidos por detrás do sigilo profissional".

O dito artigo embarca no relato de um conjunto de profissionais da saúde e da aviação comercial , explorando as aventuras sexuais destes no decorrer da sua jornada de trabalho. Até aqui, tudo bem, não fosse o dito artigo transmitir um conjunto de ideias erradas que, generalizadas, contribuem para perpetuar um conjunto de estereótipos que prejudicam a imagem da Enfermagem neste país.

Aqui fica o conteúdo do e-mail que enviei para a dita revista, contestando este artigo:

" O meu nome é José Martins, sou Enfermeiro e, tendo tomado conhecimento do artigo "Profissões Escaldantes", publicado pela vossa revista de Setembro de 2011 nas páginas 194 a 196, venho por este meio manifestar a minha profunda indignação por algumas das ideias expressas no mesmo.

Se é certo que o artigo se baseia num conjunto de relatos de profissionais da saúde (algumas delas enfermeiras) e da aviação comercial, correspondendo o que está escrito (assim acredito) àquilo que foi declarado pelos entrevistados, também é certo que a autora, Helena Magalhães, veicula um conjunto de ideias e conjuga um determinado número de relatos que, para quem desconhece o meio (neste caso refiro-me ao hospitalar, pois é aquele que conheço por dentro), poderá gerar ideias absolutamente erradas e passíveis de consequências graves. Passo a explicar:

Os media transmitem um grande número de informações aos leitores e as opiniões/ideias/sugestões veiculadas influenciam a população e, sobretudo, influenciam quais os temas que fazem parte da discussão pública. Se é certo que algumas dessa informação é útil, verdadeira e ajuda a construir opiniões sólidas, também acontece o facto de muita da informação transmitida não corresponder à realidade ou retratar apenas pequenas partes da mesma e, por isso, induzir as pessoas em erro.

Como é óbvio consideramos o juízo crítico de cada um dos leitores que, face a cada comunicação, decidirá se a considera pertinente, verdadeira e válida. Todavia, por mais que este espírito crítico exista, o que é comunicado nos media é tido muitas vezes como verdadeiro para os leitores e estes assumirão atitudes e comportamentos conforme os valores que lhe são incutidos.

É referido pela autora que "... a cumplicidade, a tensão acumulada e as dezenas de horas passadas juntos..." influenciam muitas vezes as pessoas e levam-nas a ter relacionamentos íntimos dentro e fora dos locais de trabalho, muitas vezes com outros que não os actuais parceiros. Concordo em absoluto com a ideia e vai de encontro a um artigo publicado no Jornal I (www.ionline.pt/conteudo/36925-quais-sao-as-profissoes-com-mais-divorciados), que relata uma investigação de Michael Aamodt (na qual os Enfermeiros são considerados a 4ª profissão com a maior taxa de divórcio) que "...concluiu que as profissões que exigem mais contacto físico mas também as mais stressantes são aquelas que apresentam maiores taxas de divórcio".

Agora partir da ideia que maior contacto implica maior envolvimento entre os membros da equipa de saúde e chegar à conclusão que os hospitais são locais de intensa actividade sexual, vai uma grande distância. A autora do artigo não chega a esta conclusão explicitamente, mas os relatos que escolhe propositadamente conferem uma ideia global de que os profissionais que estão no hospital especificamente para prestar cuidados de saúde, se envolvem com frequência em actividades de índole sexual (como é relatado nos segmentos "... à descoberta deste deste universo onde por debaixo das batas e fardas se escondem lingeries sensuais, aventuras a dois e turnos escaldantes" ou "apanhar colegas aos beijos nas escadas ou a praticar sexo oral por portas entreabertas já é quase tão natural como vê-los almoçar na cantina").

Que isso possa acontecer, não nego, mas o facto de apenas se relatarem estas experiências (embora pelo desfolhar da revista compreenda que este artigo vai de encontro ao género da dita revista), sem qualquer contexto de fundo, dá a liberdade ao leitor/a:

- de ver a Enfermeira como um símbolo sexual e uma personagem desejosa de se envolver em contactos sexuais frequentes no ambiente hospitalar, o que mantém, na sociedade, o estereótipo da enfermeira como "bomba sexual", que não poderia estar mais desactualizado, uma vez que as enfermeiras são profissionais competentes, responsáveis, que salvam vidas, cuidam doentes e evitam que complicações gravíssimas se instalem.

- manter um conjunto de fantasias sobre um grupo profissional que, na altura da prestação de cuidados, pode influenciar a prática de abusos (verbais, físicos ou psicológicos). A classe de Enfermagem é a que, nos últimos anos, sofreu mais abusos (com valores bem acima das outras classes, como pode comprovar nos relatórios da DGS sobre a segurança dos profissionais de saúde). É facto que o fantasiar com a figura da enfermeira "sexy" e actuar em concordância é um mecanismo de defesa que homens e mulheres doentes usam, com grande frequência, para tentar restabelecer o controlo sobre a doença e a sua vida (quanto mais lê-lo numa revista);

- desautorizar a figura da Enfermeira, como "catraia, rapariga nova que só pensa em andar metida com outros e que gosta pouco gosta", impedindo que os ensinos prestados por estes profissionais (sobre como manter o regime terapêutico, por exemplo) sejam eficazes e potenciando que as recomendações destes caiam em "saco roto";

- que, de uma forma geral, a profissão de enfermagem seja perspectivada como "menor" e, por isso, não mereça os mesmos incentivos à investigação/educação e prática, comprometendo assim a prestação de cuidados de enfermagem.

Como sabe, os relacionamentos íntimos e as traições acontecem em todas as profissões com maior stresse e contacto interpessoal. A Enfermagem, ao ser retratada neste artigo por dois ou três relatos, que conferem uma dimensão reduzidíssima do que se passa verdadeiramente nos hospitais, é aqui explorada como uma profissão de "ninfomaníacas", o que reforça o estereótipo da "enfermeira sexy" e que pode reforçar nos leitores a ideia de uma profissão "menor".

Profissionais "ninfomaníacas" não merecem respeito, não merecem incentivos à sua carreira profissional, não merecem condições para trabalhar com segurança e qualidade.


Uma última nota para o comentário "... no hospital as regras estão bem estabelecidas: os médicos envolvem-se com as enfermeiras, mas as médicas só se envolvem com médicos, e o que pesa na hora de apontar o alvo é o estatuto e o poder": esta situação, a ocorrer, só se for no hospital desta fonte. Verifica-se novamente o reforço de outro estereótipo (desta vez veiculado, infelizmente, por uma colega de profissão), a de que os médicos são superiores aos enfermeiros dentro das instituições de saúde. Saiba que médicos e enfermeiros são colegas de equipa e devem funcionar numa relação de colaboração e comunicação frequente, pois são duas áreas do conhecimento distintas que, embora com alguns pontos comuns, fornecem individualmente cuidados únicos que, em conjunto, permitem a melhoria do estado de saúde dos doentes.

Perspectivar os médicos como uma classe superior só serve para afastar as duas classes e é uma ideia que era verdade, mas em 1970, não hoje. Todos os profissionais se envolvem com todos, não interessa a classe na altura de escolher. Conheço médicas casadas com floristas, com enfermeiros, com administradores. Mais uma vez, uma única descrição da realidade vigente neste artigo, coloca em causa a percepção do leitor/a relativamente à relação entre estes profissionais.


Concluindo, é de facto interessante manter um imaginário sexual em torno de determinadas situações mas, neste caso em particular, só serve para rebaixar estas profissionais e contribuir para que, no futuro, as suas condições de trabalho e consequentemente a assistência aos clientes seja colocada em causa.

É pautado por este espírito crítico e de cidadania, ao invés da pura distracção dos leitores, que determinados assuntos devem ser abordados. Pela saúde dos Portugueses.

Pedindo desculpa pela extensão desta exposição, despeço-me com os melhores cumprimentos.

Enfermeiro José Martins."

O leitor do blogue gostou da crítica e considera-a válida e pertinente?

Então subscreva a dita cuja e identifique-se com Enfermeira/o e envie para a redacção da revista Happy Woman (ao cuidado da directora Carla Ramos, Redacção e autora do artigo Helena Magalhães e director-geral Vasco Galvão Teles). Vários e-mails poderão despertar a consciência dos jornalistas desta revista e rever o modo com a Enfermagem é perspectivada nos seus artigos! O contacto disponível é vgt@baleskapress.pt


Se tiver resposta colocá-la-ei aqui!

aquele abraço

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A grande preocupação...




Como de costume, surgem diversas notícias, e a temática é sempre a mesma:

"Lisboa, 07 Set (Lusa) -- O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou hoje que existem cerca de 1,7 milhões de pessoas sem médico de família em Portugal.

Paulo Macedo falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde revelou os resultados de um levantamento feito pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS), que revelou a existência de um milhão e setecentas e trinta e duas mil pessoas sem médico de família.

Na sua intervenção, Paulo Macedo comprometeu-se a conseguir que todos os utentes tenham médico de família durante a sua governação.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/saude-17-milhoes-de-pessoas-sem-medico-de-familia-em-portugal-ministro=f672342#ixzz1XJ1WZuJq "




E assim continuamos, cegos, surdos e amorfos. Continuamos a confiar e a colocar TODA A SAÚDE nas mãos de uma classe profissional: os médicos.

Havendo finalmente quem "acorde" e até se queixe do que toda a gente sabe, mas ninguém faz nada: http://aeiou.expresso.pt/henrique-raposo-a-tempo-e-a-desmodo=s25269


Sim sim, eu sei, médicos são muito importantes, eu também dependo deles. Mas gastam demasiados recursos e operam numa máquina gastadora e pouco eficaz. Em nome da saúde dos Portugueses, fica uma possibilidade de solução, que é comprovadamente segura, mais barata e gera mais acessibilidade, mas que o poder político teima em ignorar:

OMS sugere que enfermeiros façam algumas tarefas médicas - http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=138971


A segunda notícia do dia também é fantástica:

Saúde: Ministro garante que transplantes não estão em causa apesar dos cortes ( http://aeiou.expresso.pt/saude-ministro-garante-que-transplantes-nao-estao-em-causa-apesar-dos-cortes=f672311#ixzz1XJ2r0dP5 )

Grande celeuma se gerou em torno dos transplantes... ah porque agora já não se vão fazer, ah porque vão morrer pessoas, ah porque coitadinhos....

Ora vamos lá ver: quem faz estes transplantes tem uma perícia técnica e superior, acima da média, ninguém o nega. Deviam ganhar ligeiramente acima dos outros é certo. Agora, receber incentivos de milhares de euros?

Então uma pessoa que ganha um ordenado ainda tem de receber mais dinheiro para trabalhar??? Se isso implicar fazer mais do que o que está contratualizado tudo bem (embora que depois, não estando em contrato, geralmente abusa-se), agora se tiver produtividade pagamos mais um bocadinho??

Em que País estamos afinal? Nos outros países (incluindo aqui ao lado) a medicina é considerada uma profissão como as outras, com o devido respeito, mas sem o endeusamento absurdo! Não recebem mais x ou y para além do salário porque apresentaram produtividade!!!

Ora no caso da notícia acima referida, o que vão cortar não são o nr de transplantes, mas sim o € dos incentivos! E ai meu Deus que houve logo gente a despedir-se! Isto porque uns podem fazer todos os sacrifícios, mas reduzir os incentivos por fazer transplantes numa altura de crise SÓ PODE SER UM CRIME!

Tenho muita pena, e também os sofro, mas informa-se que os cortes são PARA TODOS. HAJA GOVERNO COM "ELES" NO SÍTIO...


Está na altura de mudar o que o País pensa da profissão de Enfermagem. E não se deixem enganar, é agora, em altura de crise, que as alterações necessárias poderão ser realizadas para depois se colherem os frutos!


aquele abraço

A grande preocupaç

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um em cada três clínicos não lava as mãos...




No dia 3 de Setembro, no Diário de Notícias, foi publicada a seguinte notícia, que pode ser encontrada no link:

http://www.pt.cision.com/O4KPTWebNewLayout/ClientUser/GetClippingDetails.aspx?id=b1fae489-48c8-4e76-b744-d61666bd6040&analises=1

Não só descreve, e muito bem, os diferentes profissionais que trabalham nos hospitais com o nome que devem ter: CLÍNICOS (Sim, porque desde que abordem o doente/doença com uma abordagem científica clínicos são todos, e não apenas os médicos), este artigo revela um facto que já não é novidade para quem trabalha no meio:

Os enfermeiros são os profissionais que mais lavam as mãos e, fazendo-o, mais infecções adquiridas no hospital evitam e mais dinheiro poupam. Era sabido, mas agora está dito pela DGS. Toda esta "publicidade" para dizer duas coisas:

- Primeiro: são discursos sobre estes tópicos que os enfermeiros devem ter quando descrevem aquilo que fazem - salvam vidas, previnem infecções e outras complicações e, acima de tudo e neste clima de crise, evitam gastos desnecessários, poupando por isso milhões de euros ao país, todos os dias, todos os meses e anos. A maioria das pessoas, ao contrário do que os enfermeiros possam pensar, NÃO SABE DISTO. Sendo percebido, aumenta o reconhecimento profissional.

- Segundo: que são os médicos que menos cumprem esta prática também já se sabia. Agora o que não se sabe é que estratégias serão tomadas, que responsabilização será pedida de forma a que as taxas de lavagem das mãos nestes profissionais aumente. Porque as infecções que muitas vezes os enfermeiros andam a prevenir são causadas exactamente pela não lavagem das mãos de alguns profissionais, vindo estes de seguida precrever mais antibióticos, gerar mais dias de internamento e recuperação, aumentar os gastos.

O que é feito? Aos médicos continuam a pagar fortunas, aos enfermeiros cada vez menos. É isto que se chama cortar na despesa?? É assim que alcançamos o tão prezado objectivo estabelecido pelo nosso governo?

Aquele abraço